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Policial

08/10/2019


“Xeque-Mate”: Polícia Federal deflagra quinta fase da operação e mira ex-deputado federal

Polícia investiga possível prática de crimes e desvios de recursos públicos federais destinados à aquisição de medicamentos pela Prefeitura de Cabedelo.

Imagem reprodução - Prédio em Intermares é um dos alvos/Foto: Ascom

A Polícia Federal na Paraíba, o Ministério Público Federal (MPF) e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba (GAECO), em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU), deflagraram, na manhã desta terça-feira (8), em Cabedelo, na Paraíba, a quinta fase da Operação Xeque-Mate dando cumprimento a mandados de busca e apreensão determinadas pela 16ª Vara da Justiça Federal da Seção Judiciária da Paraíba.

 

Segundo informações da PF, a quinta fase tem o objetivo de angariar elementos de prova relacionados à possível prática de crimes e desvios de recursos públicos federais destinados à aquisição de medicamentos pela Prefeitura de Cabedelo, na Paraíba. A casa do ex-deputado federal André Amaral Filho e o seu pai, além de várias empresas sediadas no Estado, foram os alvos na manhã de hoje.

 

A operação contou com a participação de 50 Policiais Federais, sendo realizado o cumprimento de 8 mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados e nas empresas contratadas pela Prefeitura de Cabedelo/PB, para fornecimento dos medicamentos. 

 

Imagem reprodução – Apreensão feita na casa de um dos suspeitos/Foto: Ascom

 

CRIMES INVESTIGADOS – Os investigados poderão responder pelos crimes de formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e fraude licitatória, previstos, cujas penas, somadas, poderão chegar a mais de 30 anos de reclusão.

 

SOBRE OUTRAS FASES DA OPERAÇÃO – A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público, investigam uma organização criminosa no Município de Cabedelo, que teria sido responsável por vários episódios criminosos, dentre eles a compra e venda do mandato do ex-prefeito José Maria de Lucena Filho (Luceninha) e a sua consequente renúncia ao cargo; irregularidades na Prefeitura e na Câmara de Vereadores, com servidores fantasmas; e esquema de recebimento de dinheiro desviado do salário dos servidores municipais.

 

Constam ainda da denúncia outras irregularidades como o financiamento da campanha de vereadores; atos de corrupção envolvendo a avaliação, doação e permuta de terrenos pertencentes ao erário municipal, que beneficiava diversas empresas, bem como ações ilícitas para impedir a construção do Shopping Pátio Intermares com a distribuição de valores ilícitos para vereadores, com atuação pessoal do então prefeito Leto Viana.

 

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Portal WSCOM