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Política

18/08/2019


WS analisa crise aguda entre João Azevêdo e Ricardo Coutinho na contramão da atual realidade

O jornalista Walter Santos analisa, neste domingo (18), a crise deflagrada na última sexta-feira no PSB da Paraíba. A disputa pela presidência do partido colocou frente a frente o governador João Azevêdo e o ex-governador Ricardo Coutinho.

Leia a análise:

‘À lá cultura de 1930, Paraíba vive a possibilidade de rompimento entre João e RC: à quem interessa a guerra?

O estado convive quarenta dias depois de declaração pública de guerra declarada abertamente pelo presidente Jair Bolsonaro contra a Paraíba com a possibilidade efetiva de repetir, à lá a divisão de 30 entre liberais e perrepistas, a hipótese de estar diante do rompimento político entre o governador João Azevêdo e o ex-governador Ricardo Coutinho.

No tempo a exigir unidade de forças para enfrentar a forte perseguição de Bolsonaro eis que a “guerra interna” cria cenários imprevisíveis de rearrumação político – administrativa, em tese, absolutamente desnecessária em face das urgências e do contexto sucessório em curso.

DADOS E COINCIDÊNCIAS

Os adversários reverberam que o ex-governador não consegue viver sem estar envolvido com conflitos daí ser esta uma argumentação, mas de apelo pequeno pelo grande papel exercido por Ricardo dentro e fora do Governo, desde quando ascendeu ao Poder a partir de João Pessoa.

Ele tem dimensão sem igual diante de todos.

Mas, coincidentemente ou não, ele já esteve aliado e no campo adversário recentemente do atual prefeito Luciano Cartaxo, do ex-prefeito Luciano Agra e dos ex-governadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima.
Será que a lógica vai chegar a João?

REALIDADE ATUAL
A crise de agora projetando clima de rompimento entre o atual e ex-governador é anterior à posse de João Azevêdo por conta da composição da Assembléia Legislativa mas, ultimamente, emergiu em torno da ascensão do presidente do PSB estadual, Edvaldo Rosas, no comando da Secretaria de Governo, responsável pela geopolítica de cargos no Estado.

A restituição de Edvaldo Rosas ignorou o fato histórico de que o dirigente é cria absoluta de Ricardo Coutinho, portanto, não há maior alinhamento possível por isso ira contra o Secretário ter sido anormal dentro da lógica racional da política.

FASE PRELIMINAR E ESTILOS
Diversos deputados estaduais comentam nos bastidores que o desconforto de Ricardo começou quando ele ainda governador perdeu todas as indicações para a composição da Assembléia Legislativa.

Nessa fase passada tentou e não conseguiu emplacar Cida Ramos, Buba Germano e Hervazio Bezerra para presidente da Casa, da mesma forma que aconteceu nas comissões de Justiça, Orçamento, Educação pois a reação interna dos eleitos e reeleitos impediu sua influência, logo sua reação em cima de João Azevêdo querendo ação enérgica do governante, que por estilo não adotou a vingança.

A dupla eleição de Adriano Galdino com o consequente surgimento do grupo dos 10 iniciado com 5 foram fatores de nova reação por conta mais uma vez da tolerância de Azevedo em não retaliar.

À QUEM INTERESSA A GUERRA ?

Está evidente que o clima piorou muito entre os dois líderes sabendo-se de antemão que o tamanho de Ricardo é o maior de todos, mesmo assim estimular uma guerra onde os argumentos para tal aparentam ser de menor porte, além dos valores da vaidade movida por insatisfações por conta de estilo e nova conjuntura imposta terminam insuficientes.

A dados de hoje, diante da grave crise chamada Bolsonaro, João Azevêdo tem sido leal na defesa do Projeto Girassol, da mesma forma à liderança de Ricardo com seu estilo próprio de ser, entretanto, por responsabilidade politica precisa redefinir a estrutura ampliada frente às graves restrições financeiras.

Por fim, como dizia Maria Júlia no bairro da Torre, quando um não quer dois não brigam, mas estimular a cultura de 1930 é apostar na contramão a exigir outro tipo de conduta.

UMAS & OUTRAS
…Na semana passada, o ex-governador se reuniu com Edvaldo Rosas por mais de 3 horas.

…O ex-secretário de Comunicação, Luís Torres, terá programa de rádio e TV na Arapuan.

…O senador Veneziano Vital tem atuado como bombeiro nesta fase do PSB.

…Mais uma novidade: a advogada Nadja Palitot admite ser candidata a prefeita de Bayeux.

ÚLTIMA

“Onde houver trevas/que eu leve a luz”‘

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