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26/06/2018


Os efeitos da soltura de Lula pós decisão de Zé Dirceu, o reparo dos excessos do STF e as eleições 2018 na PB

Enfim, mesmo que tardiamente, o Supremo Tribunal Federal começa a conviver com elementos básicos do Estado Democrático de Direito atenuando a postura draconiana mandando à prisão o ex-presidente Lula e o ex-ministro José Dirceu, agora liberando o ex-deputado por 3 votos a 1 transformando inexorável a liberdade do maior líder da Esquerda das Américas.

Mais do que transformar presumível o tratamento equânime de soltura de Lula, o STF passa a partir de agora a conviver com uma realidade insustentável, como consequência de tudo, que é o reaquecimento da pré-candidatura do ex-presidente como elemento de força popular imensurável deixando o Supremo sem condições de não admitir a força das ruas.

ANTES DA DECISÃO DE AGORA

O Supremo com o fato novo gerado no caso Zé Dirceu permite a volta dos questionamentos sobre a prisão em segunda instância, preceito insustentável, porquanto expõe uma condição de que, ao contrário do combate à impunidade, tal mecanismo foi construído para punir Lula, Dirceu e o PT.

Esta base judicante foi construida, ao que parece, para atender ao manequim à lá Sérgio Moro, exclusivamente no sentido de eliminar Lula/PT sem uso de provas convincentes.

Aliás, Zé Dirceu foi condenado no Mensalão pelo STF sob pressão da Mídia e da covardia de ministros, entre eles Joaquim Barbosa, sem uma única prova. Muito pelo contrário, o ex-ministro teve o veredicto do relator do processo afirmando que inexistia provas, mesmo assim foi condenado.

LULA VAI INTERFERIR

É uma questão de dias. Com a provável soltura, o ex-presidente passa a retomar sua candidatura à Presidência da República com mais força eleitoral e politica porque se configura a perseguição política inominável contra ele.

Em sendo assim, não só deve crescer na opinião pública como será o maior cabo eleitoral das eleições no Brasil.

CASO PARAÍBA

Está evidente que Lula vai estar na Paraíba e no Nordeste fazendo campanha aberta para os candidatos aliados, como o do governador Ricardo Coutinho.

Lula deve e reconhece em Ricardo a postura corajosa e coerente de ficar na defesa do seu legado e de Dilma.

E isto vai respingar no resultado da Paraíba.

 

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