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22/03/2019


Onde a assessoria de João Azevedo o leva a precipício e por que embarca na ignorância de abandonar o Centro Histórico?

Onde a assessoria de João Azevedo o leva a precipício e por que embarca na ignorância de abandonar o Centro Histórico?
Cláudio Furtado é secretário executivo da Ciência e Tecnologia do governo João Azevêdo

A Capital do Estado da Paraíba vive uma situação “sui generis”, onde o prefeito Luciano Cartaxo (PV) anuncia algumas ações no Centro Histórico e, no paralelo, a equipe do governador João Azevêdo (PSB) tende a o instruir no sentido de investir em João Pessoa em vários flancos, especialmente no bairro de Mangabeira, e quase nada no mais importante ambiente histórico da cidade.

 

A possibilidade de, enfim, se criar um Polo de Inovação e Cultura é quase zero. Isto chama-se burrice e descompromisso com o futuro da cidade.

 

Antes de chegar à miopia e postura contraproducente da turma de Azevêdo, é preciso reconhecer ações pontuais do prefeito, mas sem nenhuma condição sistêmica de implantação de nova tendência econômica e social no Centro Histórico, mesmo estando com US$ 100 milhões para investir.

 

Todos estudos apontam para que não há futuro na Capital sem priorizar o Centro Histórico. Só os novos ricos ignoram isso.

 

Indaga-se então: como obter R$ 380 milhões com quase zero no Centro Histórico? Que cidade inteligente será construída sem envolver sua mais importante área?

 

MAIS TEMOR À VISTA

 

Há grande temor entre técnicos e especialistas para onde vão além dos volumes de recursos do BID, se não há no projeto aprovado nenhuma grande ação de autodesenvolvimento para João Pessoa, a partir do Centro Histórico, que está em decadência.

 

AZEVÊDO ENDOSSA RETROCESSO

 

Pelo que andam dizendo os experts de Joao Azevêdo, o quadro do Centro Histórico só tende a piorar porque, na contramão de Lisboa, Recife e Florianópolis, a turma do governador quer levar as ações para Mangabeira, cujo ambiente pode esperar, diferentemente do nosso ambiente primeiro.

 

Sob argumento pífio e inconsistente de problemas de propriedade e de engessamento do IPHAN, a equipe de João Azevêdo age para sepultar o Centro Histórico mas que, quando quer, consegue propor e comprar patrimônio em Bodocongó para fazer o CITA – Centro de Informática Telmo Araújo, enquanto destina ZERO DE RECURSOS para a área histórica da Capital.

 

Isto é um absurdo proporcionalmente, que o governador precisa reverter.

 

Na atualidade, hoje João Pessoa tem a maior quantidade de empresas de TI, mais que Campina Grande, entretanto, nossos líderes jogam contra o Centro Histórico.

 

É preciso mudar o rumo já.

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