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05/04/2018


O martírio de Lula, a participação do STF na Grande Trama e a vitória da Ultra-Direita tirando de vez o Brasil dos BRICS

A Esquerda de uma forma geral e os segmentos considerados progressistas do Brasil estão ainda estonteados sem saber o que fazer diante da vitória da Ultra-Direita Mundial conseguindo emplacar no Supremo Tribunal Federal a eliminação do ex-presidente Lula na disputa de 2018 com a negativa de Habeas Corpus ao Líder do PT deixando vulnerável e passivo de prisão.

Esta é a ampla síntese de uma Grande Trama internacional iniciada logo após a ascensão do ex-presidente Lula, seguido pela ex-presidenta Dilma Rousseff, ao romperem com a ALCA – Livre Comércio da América Latina – imposta pelo Governo Clinton e passando a implantar nova fase da Soberania brasileira liderando o MERCOSUL e mais na frente compondo o BRICS – envolvendo Russia, Índia, China e Africa do Sul.

Os Estados Unidos e as forças de Ultra-direita nunca aceitaram a decisão do Brasil pós Lula de optar pelo afastamento da sombra da Casa Branca passando a conviver com a Soberania enquanto Nação.

DOIS DETALHES A INCENTIVAR O GOLPE

A Soberania brasileira reconquistada por um ex-metalúrgico produziu tantas ações de grande impacto social com 40 milhões de gente incluída na Cidadania, mas nada mais irritou a Ultra-Direita do que a decisão do Brasil de criar com o BRICS nova moeda global para disputar com o Dólar, assim como o Fundo de Investimentos desses Países para concorrer e fugir do FMI, Banco Mundial, etc – todos ligados ao Capital americano.

Esta é a essência de tudo o que foi construído a partir do Mensalão eliminando da politica internacional vários líderes então em ascensão, a exemplo do ex-Ministro José Dirceu abatido sem uma única prova até hoje contra ele, mas punido e execrado porque seria outra grande ameaça à soberania americana.

Em tempo: não fosse o Mensalão, Zé Dirceu teria sido presidente do Brasil certamente seria Líder da América Latina até porque dispunha de mais capacidade de diálogo global.

Pagou o pato pela sua capacidade de liderar.

TUDO EM FACE DA SOBERANIA

É em 2005, exatamente, com o Mensalão e a consolidação do Impeachment de Dilma com a participação de todos os Poderes, em especial a Justiça nos diversos níveis, que excluíram do exercício do Poder uma Líder honesta, diferentemente da maioria dos lideres que a depuseram.

A memória brasileira ainda lembra de Romero Jucá afirmando que era preciso tirá-la do caminho, inclusive com apoio do STF, porque do contrário seria o fim da Elite que se mantém no Poder através da corrupção.

O fato é que agora resta saber os desdobramentos geopolíticos com a presumida ação de querer prender Lula. O Mundo acompanha preocupado as novas fases politicas do Brasil.

Talvez agora a Indústria Armamentista possa lucrar mais na América do Sul.

Voltaremos ao tema.

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