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06/10/2018


Blog do WS: novos números permitem desfecho no 1º turno; saiba o que está por trás da disputa

Os novos números do IBOPE divulgados nesta sexta-feira, 5, véspera das eleições para o Governo do Estado apontando João Azevedo com 49% dos votos válidos, Maranhão com 31% e Lucélio Cartaxo tendo 18% sinalizam para a possibilidade da disputa ser resolvida no primeiro turno.

Todo o processo eleitoral em curso, contudo, é muito mais do que a disputa e apresentação de propostas para execução no Governo do Estado no caso de vitória.

Na atualidade, com pouca abordagem ou nenhum mergulho sociológico mais denso sobre valores antropológicos em torno das eleições na Paraiba deste ano, o fato é que, em sintese, estão em jogo dois modelos e cultura de se fazer política: a nova e a velha política.

CAUSAS DE RICARDO SER ALVO

Antes de entender o enfrentamento do Governo Ricardo com as Oposições comandadas por famílias tradicionais, se faz indispensável admitir que a atual gestão fez escolhas muito difíceis na adoção das Politicas Públicas, comumente lá atrás voltadas apenas para as Elites gerando muita revolta.

Quando resolveu administrar para 4,2 milhões de pessoas e não ser refém de 120 mil servidores da máquina do Estado, a partir desta escolha ele atraiu um enxame de mau humor picando até hoje o desejo de eliminar Ricardo.

FATORES DE MUDANÇA

Ao fazer isso, Ricardo acabou com a cultura do QI – Quem indica – como a indicação de delegado, diretor de escola e escambau. Isto chama-se meritocracia, mas até hoje é chamado de mau humor e descompromisso politico.

De certa forma, na verdade muitas famílias poderosas deixaram de mandar no Governo do Estado.

OUTRA BASE DO CONFRONTO

Michel Foucault trouxe à baila da análise politica o elemento do micropoder, algo posto em prática por Ricardo Coutinho ao empoderar as representações anônimas reveladas no Orçamento Democrático indicando as prioridades na definição direta da população – algo que até hoje foi assimilado, mas não aceito de coração por toda classe politica, que preferia o outro modelo.

O conceito do micropoder foi testado primeiro na disputa de 2014 quando Ricardo disputou a reeleição com apenas 3 dos 36 deputados estaduais e a maioria da Grande Midia contra. Exatamente a maioria absoluta dessas estruturas esteve contra.

Ao final, o governo impôs seu estilo temido e respeitado vencendo a disputa, entretanto até hoje gera irritação politica pelo costume anterior da boca torta.

CONFRONTO NOUTRO CONTEXTO

Na hipótese de segundo turno, hoje diminuta, a possibilidade de haver a ascensão do candidato de Oposição existe na intenção de todos se juntarem com o proposito de dar o troco e derrotar Ricardo.

Se prestar bem a atenção, os modelos alternativos merecem respeito, mas ainda são só no campo da intenção, exceto Maranhão, sem saber dizer como vai viabilizar em dias de seca financeira a saúde de gestão governamental de futuro.

Ricardo e seu sucessor têm esse melhor domínio.

UM CORTE NA HISTÓRIA

Ao final, mal comparando e guardadas as proporções , Ricardo lembra um pouco a postura do presidente João Pessoa de enfrentar os Coronéis poderosos da Paraiba implementando politicas que endoidaram os Donos da Paraiba. Pagar imposto, por exemplo, ou criar novos métodos financeiros foi tratado como perseguição.

Ricardo para ter receita e fazer obras do custeio precisou adotar medidas impopulares ainda não aceitas.

Sem tirar nem por, tem ainda o ódio por ele ter se servido da relação de algumas das lideranças tidas de Elite mas sem se afastar nem abdicar do comando absoluto do Poder e das Políticas Públicas para a maioria.

Fez isso e no final dos tempos tem o reconhecimento das instituições externas ao Estado – logo isto sua Oposição odeia porque não fez nada disse com essa dimensão.

TROCANDO EM MIÚDOS

Em sintese, Ricardo trouxe para disputa vários elementos dentro de uma essência ideológica progressista, socialista voltada para a maioria e com coragem singular de peitar o Planalto com. coerência na defesa de Lula e de Dilma (hoje Haddad) enquanto seus adversários escondem duas preferências ideológicas e presidenciáveis.

É este lider destemido quem pode vencer a disputa com João Azevédo no primeiro turno podendo arrastar Vené e Luiz Couto no Senado, neste último caso com setores do PT criando problemas mesmo Veneziano ajudando a puxar o Padre.

Eis a sintese de tudo.

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