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08/07/2018


A 4ª Revolução, o novo processo de comunicação e seus efeitos: fakes news, pós Verdade e uberização

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Enquanto parte da sociedade se interessa e se diverte mais com a cena política porque, entre outros fatores depende muito dela, o mundo prossegue ampliando a Quarta Revolução com força extraordinária que acaba com muitos paradigmas, entre eles o antigo processo de comunicação que envolve pessoas e coletivos sociais.

A força disruptiva dos novos processos acertou em cheio a estrutura tradicional dos meios de comunicação e, por conseguinte, seus atores nas várias escalas produzem o surgimento de novos paradigmas da democratização dos meios, tirando dessas mesmas estruturas o domínio e o controle da informação.

MERCADO E ACADEMIA EM PÂNICO

A cena global que afeta fortemente a Comunicação, os veículos tradicionais e os profissionais de uma forma geral tem deixado todos esses setores no divã, incluindo a Academia e as estruturas de formação profissional.

Quais os novos paradigmas curriculares adequados e para que formar profissionais de uma área invadida pela sociedade global que abriga o lixo cultural?

UBERIZAÇÃO

Há quem, inadvertidamente, trate  a estrutura conceitual e os instrumentos usados pelo Uber apenas no contexto dos táxis no mundo, mas o fato concreto é que o modelo de baixo valor monetário exercido neste esquema está sendo reproduzido nos meios de comunicação, sobretudo com o predomínio do Google, Facebook, Instagram, Amazon, etc, fazendo desabar os valores cobrados na mídia.

Isto implica em queda vertiginosa das condições comerciais para competir e manter as velhas estruturas de veículos de comunicação (jornal, rádio, revista, TV) exatamente pela concorrência da nova estrutura de mídia surgida depois do advento da Internet e da Inteligência Artificial.

FAKES NEWS

A sociedade global convive com as redes sociais inteiramente dominada pelos efeitos advindos de táticas e estratégias de manipulação em nível tal que tem sido impactada, por exemplo, por Fakes News (notícias falsas) de forma surpreendente, ao passar a interferir na vida das pessoas e nas próprias comunidades globais.

O Brasil, de 2013 até os tempos atuais, tem sido muito afetado, sobretudo no campo da política, com os desdobramentos de estratégias de grupos de inteligência comprovada, como os THINKING THANK – que forma líderes e comunidades nas redes sociais, construindo grande impacto.

O MBL – Movimento Brasil Livre – é um exemplo típico deste novo tempo revolucionário da comunicação brasileira, pois a partir de abril de 2013, quando instruído por gênios da IA como o argentino Alejandro Fouchon, fez o país construir uma revolta popular através das redes sociais, aparentemente sem líder de massa, mas com interesse político da Ultra Direita.

Ressalte-se que, neste contexto, as estruturas e partidos à esquerda não conseguiram construir reação estratégica à altura para neutralizar a ofensiva Neo Liberal.

E deu no que deu.

A PÓS VERDADE E O BRASIL

Os veículos de comunicação, sobretudo a grande mídia instalada no Sudeste, mas reproduzida nas Capitais de todos os Estados, passaram a assumir um papel estratégico com efeitos danosos ao processo de vida democrática do Brasil causando até o Impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, porque deixaram de fazer jornalismo e passaram a utilizar a tática de interferir na realidade política e econômica.

A Rede Globo, uma das três maiores empresas de mídia eletrônica do mundo, foi e, ainda é, o carro – chefe desta nova realidade brasileira, embora as redes sociais tenham tirado seu predomínio no uso da informação.

EFEITOS NA REALIDADE

A mídia, enfim, passou a agir com interesses partidários e econômicos e a construir e alimentar reações políticas contra partidos de inspiração socialista que priorizem políticas sociais em detrimento do predomínio do mercado.

O ex-presidente Lula é vítima exatamente desta concepção que interfere e manipula o Congresso Nacional e até a Justiça Brasileira.

Em síntese, o Brasil há tempo não convive com o conteúdo jornalístico plural abrigando pontos e contrapontos para melhor uso do jornalismo.

E, assim, a sociedade se desinforma diante dos meios de comunicação tradicionais e muitos terminam se abastecendo nas redes sociais – com disse, uma maravilha que abriga bilhões de lixo cultural.

O Mundo e o Brasil, em particular, convivem com este novo tempo de manipulação.

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