menu

Futebol

02/01/2013


Pato põe à prova grupo de Tite

Corinthians

 A contratação do atacante Alexandre Pato será um teste e tanto para o Corinthians, um time que venceu as principais competições nas últimas duas temporadas privilegiando o grupo em detrimento de valores individuais. O jogador custará cerca de R$ 40 milhões, participará de ações de marketing do clube e da parceira Nike e fará, ainda que em menor escala, o papel que coube a Ronaldo Fenômeno.

Foi o técnico Tite quem bancou, antes do Mundial de Clubes da Fifa, no Japão, a proposta que o clube fez ao Milan para comprar 50% dos direitos do jogador. E será Tite quem lidará com a pressão de escalar um atleta de talento que vem de um histórico de lesões.

O diretor de futebol Roberto de Andrade a condição de astro a Alexandre Pato.

— Todos sabem que no Corinthians não tem esse negócio de estrela . Antes da vinda do Pato já temos no elenco jogadores de seleção, como é o caso do Paulinho.

Herói corintiano torra prêmio do Mundial em carrão de R$ 200 mil

Leia mais notícias do Corinthians

O dirigente não acredita que a chegada do atacante cause melindre ou ciúme no elenco. Um dos argumentos dos cartolas para justificar "igualdade" de tratamento, embora ninguém admita publicamente, é que o salário fixo de Alexandre Pato será apenas um pouco acima do que os dos principais atletas do time – Paulinho e Emerson – recebem. Ele ganhará pouco mais de R$ 400 mil mensais e o ganho extra deverá vir de ações de marketing, de publicidade, e até da Nike, parceira do clube e que também patrocina o atleta.

A contratação de Alexandre Pato fortalece o ataque e tudo indica que fará dupla com o peruano Paolo Guerrero. A menos que Tite escale um terceiro atacante, Emerson perderá espaço. Mas ele já mandou seu recado.

— Quem estiver no melhor momento vai ser escalado. Para jogar, o Pato tem de estar bem. Nosso treinador é muito justo.

A diretoria do Corinthians e o empresário de Alexandre Pato, Gilmar Veloz, devem selar na próxima quinta-feira a contratação em reunião com Adriano Galliani, vice-presidente do Milan. Há apenas uma pequena divergência sobre como será feito o pagamento pela transferência do atacante.