menu

08/01/2019


WS volta a abordar crise no Jornalismo com cultura Touch e invasão de mercado

O Blog de Walter Santos volta a tratar de uma impressionante realidade no mundo da comunicação com a nova cultura “touch” produzindo a invasão do mercado por muita gente no Jornalismo sem preparação profissional e ética.

Ele acha que tudo isso afeta o futuro dos cursos de Comunicação.

Eis o texto a seguir:

Cultura “Touch” povoa mundo do Jornalismo com invasão, fakenews e Control C: é o fim dos cursos de Comunicação?

O mundo da Internet permitiu a partir dos anos 90 no Terceiro Mundo, em especial na América do Sul e no Brasil a oportunidade da sociedade brasileira conviver com a Internet em escala de consumo de conteúdo jornalistico em tamanho grau que, após as redes sociais, destroçou a reserva de mercado e passou a ser selva para todos os gostos e bichos.

É verdade que a nova cultura advinda dos smartphones construiu o hábito de toques ( touch, em inglês) em celulares com intensidade imensa que fez abolir a construção de textos através de teclados tradicionais e a acessibilidade interferindo no comando e no conjunto de força dos Veículos de Comunicação.

A força desses novos hábitos fez eclodir o que se configura como elemento fundamental dos tempos modernos, que é a Cultura disruptiva (eliminadora) implodindo  a soberania das mídias tradicionais fazendo do anônimo e singular leitor(a)/acessador(a) o personagem destruidor do monopolio da informação dos Veículos.

PARA QUE SERVEM OS
CURSOS DE COMUNICAÇÃO?

O mundo disruptivo chegou para implodir valores passados de produção da comunicação afetando em especial as novas gerações de jornalistas e/ou comunicadores porque o mercado passou a conviver com a invasão de pessoas sem preparação profissional na área mas, em face da impossibilidade de regulação, estar e fazer Comunicação como profissão passou a sofrer muitos riscos.

A realidade contemporânea exige dos Cursos de Comunicação uma mudança forte de trato na formação tradicional porque o mercado vive efeitos da implosão de profissões.
Os robôs chegaram há tempo produzindo até notícias, sem contar a leva imensa de gente com Blogs e endereços de Internet, sem curso superior, ameaçando os profissionais.

FALTA DE ÉTICA ASCENDENTE

No mundo da comunicação atual, a atitude quase generalizada de gente “roubando” textos exclusivos com muitos assinando conteúdos alheios e editando em seus espaços transformou o universo da mídia em mercado persa e/ou com muita gente vendendo gato por lebre.

Virou praxe, o Control C / Control V ( ou seja, copiar e colar) com muita gente, repito, sem dar o crédito ao autor(a) dos conteúdos.

Isto é muito sério e do agrava o cenário porque não há quem segure ou reaja legalmente contra tamanha impropriedade.

UBERIZAÇÃO DOS PREÇOS

Afora  tantos problemas éticos, em face da invasão desmedida no jornalismo, não me refiro à comunicação, fazendo com que a pulverização de personagens no mercado em escala incontrolável gerou queda de preços de forma vertiginosa e cruel para sobrevivência dos Veículos e profissionais forjados nos cursos de ensino superior.

Em síntese, apenas estamos no início de uma nova realidade disruptiva para valer.