menu

Brasil

05/01/2019


Funcef presidido por paraibano sinaliza superávit em 2018, após 7 anos no vermelho

SÃO PAULO (Reuters) – O Funcef, fundo de pensão dos empregados da Caixa Econômica Federal, presidido pelo economista paraibano Carlos Vieir anunciou nesta sexta-feira que teve superávit de 1,66 bilhão de reais em 2018 até novembro, aproximando-se de ter seu primeiro resultado anual positivo desde 2010.

Terceiro maior fundo de pensão do país, o Funcef foi um dos mais atingidos por investimentos fracassados e falhas de gestão, acumulou sucessivos déficits até fechar 2016 com um rombo de 12,5 bilhões de reais. A maior parte do prejuízo foi registrada pelo fundo mais antigo, o Reg/Replan, de benefício definido, que responde por cerca de 80 por cento dos ativos totais.

As perdas foram causadas por investimentos em ativos como a fabricante de plataformas para exploração de petróleo Sete Brasil, hoje em recuperação judicial, a hidrelétrica de Belo Monte e na produtora de celulose Eldorado. [nL2N1T31EZ]

Para equilibrar as contas, a gestão elevou o volume de contribuição de seus associados e reduziu a meta atuarial, o que facilita atingir a rentabilidade mínima exigida. Além disso, recuperou parte de valores perdidos por meio de acordos com empresas e gestores contratados.

EFEITOS – O resultado consolidado de 2018 deve incluir o ajuste do valor de mercado do fundo na Vale (VALE3.SA), investimento mais relevante do Funcef em ações. O papel da mineradora teve no ano passado uma valorização de cerca de 32 por cento.

Meses atrás, o diretor do Funcef Paulo Werneck havia dito que o fundo está considerando se vender sua participação na Vale (VALE3.SA). [nL1N1TE11G]

“Os fantasmas de novos equacionamentos foram definitivamente afastados”, disse em nota o presidente do Funcef, Carlos Vieira.

Segundo ele, com o reequilíbrio dos planos será possível reduzir os prazos dos equacionamentos.

Por Aluísio Alves