Secretário afasta diretores e manda apurar regalias de João Paulo Guedes

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O secretário de Administração Penitenciária, coronel Washington França, determinou o afastamento dos servidores Emilson José de Sousa e José Fernandes da Costa das funções de diretor e diretor adjunto do presídio que serão substituídos respectivamente por Paulo Sérgio Veras Nicácio e Lúcio Cláudio da Silva.

Emilson e José Fernandes vão responder a sindicância instaurada pelo secretário para apurar responsabilidade da direção do Presídio Regional João Bosco Carneiro, em Guarabira sobre denúncias de que um detento estaria gozando de regalias, inclusive utilizando um telefone público.

A Comissão de Sindicância está composta pelo delegado da Polícia Civil, Giovanni dos Santos, capitão da Polícia Militar Adalireno Samaroni Delgado da Costa, além da servidora pública Andréia Rodrigues Gonçalves do Nascimento.

Sem autorização

Enquanto isso, o tenente coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo do Sistema Penitenciário do Estado, revelou que tanto ele como o secretário desconheciam autorização para que os presos, inclusive João Paulo realizassem qualquer tipo de contato telefônico. “Se isso acontecia no Presídio João Bosco Carneiro, em Guarabira, era através de ato da Direção, sem ciência da Gesipe”, esclareceu o gerente.

Arnaldo Sobrinho disse ainda que também não havia autorização para João Paulo conceder entrevista, “portanto o diretor deverá pronunciar-se sobre quem autorizou”, finalizou.

A decisão do secretário Washington França foi tomada após ter conhecimento das regalias do interno João Paulo Guedes, recolhido no Presídio Regional de Guarabira há cerca de cinco meses por responder a processo pelo acidente que provocou as mortes de três membros da família Ramalho – Francisco, Mateus e Antônio Ramalho, no dia 6 de maio de 2007, na avenida Epitácio Pessoa, na capital.

As regalias de João Paulo Guedes foram criticadas pela família Ramalho que além de condenar pediu medidas, inclusive para saber porque o responsável pelo acidente que matou Francisco, Mateus e Antônio Ramalho estava gozando de benesses dentro do presídio regional de Guarabira.