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Paraíba

22/08/2019


Santa Luzia reduz índices e deixa condição de área de alto risco para surto de dengue, zika vírus e chikungunya

Santa Luzia conseguiu sair da condição de área de alto risco de surto da dengue, zika vírus e chikungunya. De acordo com o último boletim com dados da 28ª Semana Epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), o índice de transmissão e infestação do mosquito aedes aegypti, transmissor das três doenças diminuiu no município.

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) realizado entre os dias 1 e 5 de abril havia classificado o município como zona de alto risco de surto, por apresentar 5,6 de pontuação. No entanto, o último Boletim Epidemiológico com dados atualizados do mês de julho do LIRAa, aponta que Santa Luzia conseguiu reduzir o índice para 3,5, figurando como zona de risco moderado para proliferação dessas doenças.

Ainda conforme os dados do Boletim Epidemiológico da SES, os municípios são classificados pelos níveis de risco alto, que é identificado no mapa pela cor vermelha; moderado (amarelo) e baixo (verde). Santa Luzia vinha permanecendo como área vermelha, chegando no início de 2017 a pontuar acima de 10 pontos na escala do LIRAa.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Ceciliana Medeiros, o LIRAa é uma atividade que foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde com o objetivo de identificar áreas com maior proporção ou ocorrência de focos e os criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus. O Mapa resultante desse levantamento é um instrumento fundamental para o controle do mosquito transmissor no município.

“Com base nas informações coletadas no LIRAa, a gestão pública pode identificar as localidades onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti. O controle do vetor ainda é a melhor estratégia para evitar a transmissão de dengue, febre de chikungunya e zica vírus” comentou Ceciliana.

FORÇA TAREFA EM TODOS OS BAIRROS

Segundo a gerente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Murielle Magda, os níveis estão sendo reduzidos graças a uma força tarefa formada pela Secretaria Municipal de Saúde, através dos agentes de endemias, juntamente com as equipes de Saúde da Família, com atuação frequente em todos os bairros e comunidades do município. Também são realizadas palestras de conscientização nas escolas e para a sociedade civil sobre as formas de evitar a proliferação do aedes aegypti, entre outras ações.

“Desde 2017 que o índice de infestação no município vinha em alto risco, na chamada área vermelha, acima, de quatro pontos na escala do LIRAa. Realizamos uma série de reuniões, elaboramos um cronograma de ações e iniciamos o trabalho para tirar o município dessa condição. Graças a Deus atingimos a nossa primeira meta, agora é continuar trabalhando para deixar o município na escala como baixo risco de surto de dengue. Permanecemos em estado de alerta”, comentou Murielle.

 


Portal WSCOM