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23/03/2019


O Governo da bajulação aos americanos

Podem prestar atenção, todo bajulador é incompetente. Morri de vergonha ao ver o espetáculo deprimente de louvaminhas do atual presidente do Brasil na viagem recente que fez aos Estados Unidos. Nosso país não merecia passar por tamanho rebaixamento. Perceber na adulação doentia a posição de servilismo a que estava nos submetendo. Já tínhamos nos desacostumado com esse comportamento de subalternidade aos americanos que marcou um tempo de nossa história.

 

O pior é que não nos resta outra alternativa a não ser esperar que desçamos ainda mais os degraus da humilhação que vem insistentemente sendo protagonizada. Assistimos perplexos a perda gradativa da nossa soberania nacional. No jogo do perde e ganha na visita que fez às terras norte-americanas só contabilizamos perdas. E não ficaram restritas ao campo econômico. O mais desonroso foi a perda da dignidade.


Nunca fomos tão bem classificados como a “república das bananas”. Uma dependência submissa patrocinada por quem tinha a obrigação de defender a nossa soberania. Lá fora estamos voltando a ser uma nação com instituições governamentais fracas e corruptas, permitindo que forças estrangeiras influenciem as decisões nacionais.


Lamentável ver um presidente da república confundir parceria com subserviência. Voltamos ao tempo em que Juracy Magalhães, embaixador em Washington cunhou a seguinte frase: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil”. O primeiro mandatário da nação repetiu a afirmação: “Queremos um Brasil grande, assim como Trump quer uma América grande”. Quanto puxa-saquismo!


A bajulação fez prevalecer o país abrir mão de um princípio básico da diplomacia: o da reciprocidade, quando, numa manifestação extrema de subserviência abdicou da obrigação dos americanos e outros três países terem a concessão de vistos para entrar em nosso território, numa decisão unilateral que não foi correspondida por eles.

 

Recuso-me ser um país em que, além fronteiras, nos vejam como bajuladores. Até porque historicamente nunca fomos. O nunca é exagero, passamos por isso quando estivemos sobre o jugo de uma ditadura militar. O passado não pode se tornar presente. E que Deus nos abençoe.

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