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Justiça

11/07/2019


Polícia Federal reabre investigações sobre grampo ilegal da Lava Jato na cela de Youssef; entenda

Quando era juiz da Lava-Jato, Moro ignorou a denúncia sobre o grampo; há indícios de que a própria operação pode ter plantado o grampo na cela.

Na imagem, o doleiro Alberto Youssef

A Polícia Federal ouviu o doleiro Alberto Youssef há poucas semanas, em São Paulo, sobre a instalação de um grampo ilegal na cela dele, em Curitiba, em 2014; a notícia do grampo não é nova, mas as investigações foram reabertas na esteira das revelações da Vaza Jato.

 

Quando era juiz da Lava-Jato, Moro ignorou a denúncia sobre o grampo; há indícios de que a própria operação pode ter plantado o grampo na cela. A informação é do blog da Bela Megale

 

Youssef é um dos primeiros delatores da Lava-Jato. Cinco anos depois, as apurações sobre o grampo encontrado pelo doleiro na cadeia não terminaram, assim como todas as investigações da PF sobre ilegalidades cometidas ao longo dos anos pela operação de Curitiba. Em depoimento, um agente da PF disse ter instalado o grampo no local em 2014 e que o objetivo era, efetivamente, vigiar Youssef. A PF passou a investigar o caso, que segue sem conclusão. 

 

Na época, Moro era o juiz da Lava-Jato e ignorou a  denúncia. Atualmente, ele é chefe da pasta à qual a PF está subordinada. Se vier a ser comprovado que a instalação do aparelho ocorreu quando a Lava-Jato estava sob sua tutela, Moro pode ter novos problemas.