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Saúde

30/05/2019


Novos serviços na Maternidade Frei Damião melhoram qualidade do atendimento

Com o objetivo de ofertar cada vez mais uma assistência humanizada, a Maternidade Frei Damião (MFD), que compõe a rede estadual de saúde, implantou novos serviços que têm refletido positivamente na qualidade do atendimento ofertado à comunidade.

Entre as inovações estão a implementação do instrumento para a avaliação do serviço por parte do usuário dando suporte à ouvidoria, o Núcleo Interno de Regulação (NIR), a visita horizontal multiprofissional para os pacientes de longa permanência, o funcionamento do núcleo de Recursos Humanos (RH) que passou a ser até às 21h, com o objetivo de auxiliar os plantonistas noturnos, o acesso ao refeitório que agora será durante as 24h, o serviço de protocolo que administra o andamento dos processos administrativos refletindo positivamente em um melhor fluxo do serviço, além do ambulatório de saúde do trabalhador, que está em fase final para a implantação. 

Com o objetivo de fortalecer o serviço e proporcionar uma melhor avaliação do nível de satisfação por parte dos usuários, a Maternidade Frei Damião (MFD), que compõe a rede estadual de saúde, implantou no início de fevereiro deste ano um instrumento voltado especificamente para a avaliação do serviço por parte do usuário – a ouvidoria.

O instrumento no modelo de questionário, por meio do qual o usuário pode fazer críticas e sugestões, é distribuído por toda a instituição, além de serem realizadas visitas por parte da equipe de ouvidoria nos leitos da unidade de saúde, para ouvir a opinião da população sobre o serviço, sendo resguardado o anonimato do usuário ou acompanhante.

Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, especialmente a Política Nacional de Atenção Hospitalar (PNHOSP), instituída por meio da Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017, em seu artigo 6º, inciso IV, que define e recomenda a criação do Núcleo Interno de Regulação (NIR), a unidade hoje conta com o serviço, que se trata de uma unidade técnico-administrativa que possibilita o monitoramento do paciente desde a sua chegada à instituição, durante o processo de internação e sua movimentação interna e externa, até a alta hospitalar. É um órgão colegiado ligado hierarquicamente à direção geral da unidade de saúde.

De acordo com balanço, só no mês de abril o NIR realizou 170 atendimentos, sendo 48 vagas de leitos reguladas para a unidade de saúde. O telefone do serviço para a regulação de leitos é o (083) 99136-9977 ou 3612-2825.

De acordo com a diretora geral da Maternidade Frei Damião, Selda Gomes, as melhorias são frutos de muito planejamento e estudos voltados para as necessidades dos usuários, com a implementação de ferramentas capazes de melhorar significativamente o fluxo dos atendimentos, desde a porta de entrada até a internação das pacientes, perpassando pelo bloco cirúrgico, enfermarias, entre outros serviços de assistência.

“O objetivo de tudo isso é transformar a Frei Damião em uma unidade de destaque no contexto da saúde pública, como unidade de referência para outros serviços não apenas no Estado da Paraíba, mas rompendo barreiras e servindo de exemplo para outras instituições em várias regiões do país, fortalecendo ainda a educação permanente de todos os servidores, abrindo espaço para estágios e pesquisas na área de saúde, que venham a contribuir para um atendimento cada vez mais humanizado e voltado para as necessidades dos usuários”, destacou.

Segundo a fisioterapeuta Adriana Leite, que trabalha na unidade de saúde há três anos, o novo modelo de gestão trouxe satisfação para os usuários e os trabalhadores, “possibilitou relações mais humanizadas e uma maior interação e vínculo entre as equipes de saúde e os pacientes. As dimensões do planejamento refletem, sobretudo, na qualidade, eficiência e eficácia, desdobrando-se em componentes relacionados ao acesso, satisfação, respeito e valorização dos direitos dos trabalhadores e usuários”, defendeu.

A usuária Elisângela Santos, de 21 anos, do município de João Pessoa, mãe da pequena Luiza Eloá, que nasceu há dois dias na Frei Damião, por meio parto normal, destacou alguns pontos importantes do serviço, a exemplo do respeito ao direito ao acompanhante, melhoria na qualidade das refeições e as visitas frequentes das equipes aos leitos de internações e qualificou o serviço como “primordial para as mulheres da Paraíba”. E acrescentou: “A qualidade da assistência ofertada pela unidade de saúde contribui positivamente na recuperação das mães e dos bebês”.

Do mesmo pensamento comunga a paciente Simone Vicente Silva, de 36 anos, do município de Tacima, mãe da pequena Sara, nascida há 19 dias e que está interna na maternidade. “Recebi toda a assistência da equipe desde a entrada na recepção principal até agora, por meio das visitas das equipes de saúde ao leito onde estou interna, recebendo todo o apoio, a exemplo do incentivo ao aleitamento materno; isso tudo traz uma maior segurança para mim e para minha bebê, além de proporcionar uma recuperação mais rápida”, destacou.

A Maternidade Frei Damião é reconhecida como hospital Amigo da Criança e da Mulher. O serviço proporciona, além da educação continuada dos profissionais que compõem a instituição, uma variedade de serviços que possibilitam um atendimento qualificado e assistência humanizada, resguardando consequentemente a proteção de direitos de todas as mulheres que chegam à porta de entrada da maternidade.

Entre as ações da maternidade que proporcionam o acesso à saúde da mulher, combate a violência obstétrica e a redução da mortalidade materna, destacam-se o direito ao acompanhante durante e após o parto, com o objetivo de proporcionar um maior conforto e segurança para a mulher, o serviço de planejamento familiar, o pré-natal para gravidez de alto risco, as ações de segurança para prevenir os eventos adversos durante o atendimento e internação da paciente, a assistência durante a amamentação, em parceria com o Banco de Leite Humano Anita Cabral, a redução de procedimentos invasivos, a exemplo, do exame de toque, além de outras medidas.

Outro aspecto que merece destaque é o trabalho diário da unidade de saúde em reduzir o número de partos cesáreos em consonância com as normas da Organização Mundial de Saúde, que tem por objetivo reduzir as medicações, como a ocitocina e o uso desnecessário de algumas intervenções médicas no parto, para maximizar a capacidade de a mulher dar a luz, influenciando de forma positiva sua experiência no momento do parto, além de resultar em melhores práticas médicas.