Wilma deixa devastação e 18 mortos no México, Cuba e Flórida - WSCOM

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Internacional

25/10/2005


Wilma deixa devastação e 18

O furacão Wilma, que na madrugada desta terça-feira se dirigia rumo ao norte pela costa leste dos Estados Unidos, deixou 18 mortos e grande devastação na península mexicana de Yucatán, em Cuba, e na Flórida.

Às 9h00 GMT (7h00 Brasília), o Wilma se encontrava longe da costa americana, 505 quilômetros ao leste de Cabo Hatteras, Carolina do Norte, com ventos de 185 km/h, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) de Miami, que espera a perda da força e de suas características tropicais nas próximas 24 horas.

O Wilma, que tocou a terra às 10h30 GMT de segunda-feira em Cabo Romano, sudoeste da Flórida, atravessou a península, deixando pelo menos seis mortos, 3,3 milhões de pessoas sem eletricidade e estragos de uma magnitude que não se via desde a passagem do Andrew em 1992.

A situação era caótica com mais de três milhões de residências e estabelecimentos comerciais – o que equivale a seis milhões de pessoas – sem eletricidade no sudoeste do estado.

A companhia elétrica Florida Power and Light já adiantou que poderá levar semanas para restaurar o serviço.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou na segunda-feira estado de emergência na Flórida, o que garantirá uma grande ajuda econômica federal.

“Assinei uma declaração de catástrofe natural hoje para a Flórida”, declarou Bush, destacando que antes da chegada do furacão já havia distribuição de alimentos, medicamentos, equipamentos de comunicação e de resgate.

O governador do estado, Jeb Bush, irmão do presidente, frisou que o perigo era maior depois do furacão do que durante o fenômeno, pedindo à população que não usasse as estradas e mostrasse prudência.

Por sua vez, o diretor da Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema), David Paulison, solicitou que as pessoas evacuadas aguardassem a autorização do governo para voltar para casa.

“Por favor, não voltem até que o agentes locais de gestão de emergências lhes digam que é seguro”, frisou.

Paulison também manifestou sua preocupação com as pessoas não evacuadas, principalmente com aquelas que ficaram em casas móveis. “Realizaremos tarefas de busca nestas áreas”.

Enormes inundações foram registradas nos keys do sul, onde milhares de seus 80 mil habitantes não cumpriram a ordem de deixar o local e ficaram isolados da península já que a única estrada que os ligava ao continente estava impraticável, segundo as autoridades do condado de Monroe.

O Wilma também foi um duro golpe para os condados de Miami-Dade, Broward e Palm Beach, do lado sudeste da península.

“Os danos estão espalhados por todo o condado”, disse Carlos Castillo, diretor de Emergências de Miami-Dade.

Perante este cenário, autoridades em pelo menos meia dezena de cidades e condados do sudeste decretaram toques de recolher para manter a população em suas residências.

As cidades de Fort Lauderdale, Miami e Miami Beach estão entre as incluídas nesta medida de segurança. Mais de 36 mil pessoas estavam refugiadas em todo o estado, segundo autoridades.

No México, o Wilma deixou 10 mortos na Península de Yucatán – onde estacionou de sexta-feira para sábado – e um panorama devastador, assim como grandes danos materiais, cidades incomunicáveis e milhares de turistas tentado deixar a região sem sucesso.

Cancún e Cozumel estavam sob toque de recolher desde segunda-feira perante a desordem generalizada e os saques que no fim de semana deixaram 370 detidos, disse à AFP Jaime Ongay, subdiretor policial da procuradoria estatal.

Ao cair a noite, inúmeras unidades da polícia patrulhavam as áreas residenciais de Cancún, ao mesmo tempo em que grupos de vizinhos faziam barricadas nas entradas de suas ruas.

A secretaria de Turismo informou que cerca de 700 militares vigiavam somente a área hoteleira de Cancún, além dos que patrulhavam as zonas residencias do balneário.

Em Cuba, o Wilma provocou no domingo as piores inundações dos últimos 28 anos, com bairros inteiros e cidades costeiras do oeste da Ilha, inclusive a capital Havana, cobertos pela água.

O avanço do mar alagou vastas áreas, deixando muitos destroços, mesmo que não tenham sido reportados até agora casos de morte pela força do vento ou da inundação.

Contudo, quatro pessoas, entre elas três turistas, morreram em um acidente de ônibus quando eram retirados na sexta-feira antes da chegada do Wilma.

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