Vôlei Futuro volta a atacar Cruzeiro e comportamento de torcida - WSCOM

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19/04/2011


Vôlei Futuro volta a atacar o Cruzeiro

Homofobia

Foto: autor desconhecido.

Por meio de uma nota repleta de ironia e sarcasmo, a diretoria do Vôlei Futuro voltou a criticar o Sada/Cruzeiro e sua torcida pela polêmica com o central Michael, que é homossexual e foi vítima de reações preconceituosas em duelo anterior. Na última sexta-feira, a equipe de Araçatuba foi derrotada por 3 a 0 e eliminada na semifinal da Superliga Feminina.

A nota atenta para a "esperteza" e "astúcia" da torcida que chamou Michael de "bicha" no primeiro jogo. Desta vez, segundo o Vôlei Futuro, usaram uma técnica de defesa "quase jurídica", gritando o nome de outro jogador: o volante Richarlyson, que joga pelo Atlético-MG.

O clube paulista também protestou por ter treinado em Contagem-MG, local do duelo, em uma quadra, mas ter atuando pela semifinal em outra, de tamanho diferente. Isso teria atrapalhado o time na decisão. Por fim, o time criticou um dos diretores do Sada Cruzeiro, Flávio Pereira, que teria feito gestos obscenos para comemorar a vitória.

Confira na íntegra a nota oficial do Vôlei Futuro

Parabéns a vocês…

Parabéns pelo show de esperteza e astúcia na organização e planejamento da torcida Sada Cruzeiro para discriminar novamente usando uma técnica de defesa quase jurídica: Os gritos eram organizados e praticados por quase todos no ginásio, usando o nome de outro atleta, que de tanto que foi molestado por essa perseguição acabou tendo seu nome usado como uma espécie de metáfora ou sinônimo pelos torcedores para que os mesmos objetivos do primeiro jogo fossem novamente alcançados.

Parabéns a pequena parte da mídia e alguns programas de TV que minimizaram os fatos ocorridos e suas conseqüências na primeira partida e que agora após a terceira partida devem estar achando a atitude naquele ginásio criativa ou até mesmo engraçada.

Parabéns pela receptividade do Sada Cruzeiro: não entregaram os 50 ingressos para os nossos convidados desrespeitando inclusive o STJD, que mesmo sem os ingressos dizia que os lugares estavam assegurados. Mas na chegada ao local do jogo os portões foram fechados para o Vôlei Futuro pelo Sr. Flávio, diretor do Sada Cruzeiro. O lugar destinado ao Vôlei Futuro não tinha acesso por escadas somente por um elevador para PNE com capacidade de levar uma ou duas pessoas de cada vez e muito lentamente; estávamos fechados, aprisionados, eram 20 cadeiras de plástico soltas de frente para uma grade onde se via o jogo por uma fresta de 15 centímetros.

Parabéns por nos ter dado uma quadra para treinar e outra para jogar (mais uma vez contrariando o regulamento). Foi uma idéia brilhante fazer com que nossos jogadores treinassem com um tamanho de quadra e depois fossem retirados os tapetes para diminuir a área de saque. Ato mais valorizado ainda porque havia um delegado e um representante da CBV que foram para Contagem (MG) justamente para garantir que tudo corresse bem, mas, como mexer no tamanho da quadra de um dia para o outro, era uma coisa "tão discreta", que os responsáveis não viram e nada puderam fazer antes da partida. Somente após a partida se encerrar quando toda estratégia de saque do nosso time tinha ido por água abaixo que os mesmos registraram o problema.

Parabéns também pelo show apresentado pelo Sr. Flávio, diretor do Sada Cruzeiro, ao final da partida: com uma frenética movimentação de quadril, sincronizada com perfeitos movimentos de braços no sentido vai e vêm e acompanhado de brados de "chupa FDP, chupa FDP", tudo isso de frente para os representantes do Vôlei Futuro.

Parabéns para aqueles que decidiram pelo jogo em Contagem (MG).

Parabéns pela garantia de lisura em todos esses aspectos quase sem importância em uma partida.

Parabéns para parte da imprensa surda e muda que fez com que o "espetáculo parecesse intacto".

Diretoria Vôlei Futuro

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