Vitalzinho rebate executivos da OAS e diz não ter recebido doações ilegais de campanha - WSCOM

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Política

28/02/2019


Vitalzinho rebate executivos da OAS e diz não ter recebido doações ilegais de campanha

Segundo o jornal o Globo, ministro teria recebido R$ 3 milhões durante a campanha eleitoral de 2014

Na imagem, Vital do Rego Filho

O atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo filho, negou, nesta quinta-feira (28), que tenha recebido qualquer tipo de doação ilegal de campanha no processo eleitoral de 2014. A defesa do ministro, que é acusado por ex-funcionários da empresa OAS, disse que não teve acesso a deleção e que por isso não pode dá mais detalhes.

 

Vital está entre os delatados por executivos da OAS, conforme matéria publicada no Jornal “O Globo”, ontem (27). Conforme o jornal, ele teria recebido R$ 3 milhões durante a campanha eleitoral de 2014 para, em troca, blindar a empresa OAS na CPI mista da Petrobras.

 

ENTENDA:

 

Em delação premiada, oito executivos da OAS revelaram como funcionava o esquema de pagamento de propina a deputados, senadores e governadores, entre 2010 e 2014. Após prestarem um total de 217 depoimentos, os delatores citam nominalmente 21 políticos, entre eles, o atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rego, que era senador na época da acusação, segundo o jornal O Globo, que teve acesso a um relatório de 73 páginas da PGR (Procuradoria-Geral da República).

 

O esquema funcionava na “Controladoria de Projetos Estruturados” e envolvia pagamentos “frios” no Brasil e no exterior em troca de favorecimento da construtora em obras como o estádio da Arena das Dunas, em Natal (RN); a transposição do Rio São Francisco, o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro; e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste.

 

A lista da OAS inclui nomes de políticos do PSDB, MDB, DEM, PT, PSD, PSB e PP, mas envolve também empresários, doleiros e ocupantes de altos cargos de estatais.

 

A delação foi homologada em março no ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal). No pedido, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, sugere que os investigados sem foro privilegiado tenham as acusações enviadas para a Justiça de primeira instância em nove estados; e a remessa para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) no caso dos governadores e do ministro do  TCU (Tribunal de Contas da União) Vital do Rego, que era senador na época da acusação.