VÍDEO: Geraldo Vandré proibe protesto contra morte de Marielle e retira ativista do Teatro; WS comenta - WSCOM

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Política

25/03/2018


VÍDEO: Geraldo Vandré proibe protesto contra morte de Marielle e retira ativista do Teatro; WS comenta

"Ironicamente, Vandré cantava Pra não dizer que não falei de flores, que foi proibida de ser cantada no Brasil durante onze anos"

Foto: autor desconhecido.

O critico de artes José Teles, de Pernambuco, veiculou vídeo no Facebook, no qual o cantor e compositor Geraldo Vandré, proíbe uma faixa em protesto à morte da vereadora Marielle Franco e pede retirada de protestante do Teatro.

Eis o texto de Teles:

Geraldo Vandré impede que manifestantes estendam faixa de protesto cobra o assassinato da vereadora Marielle Franco, no final do segundo concerto, de que participou, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa, nesta sexta-feira. Ironicamente, Vandré cantava Pra não dizer que não falei de flores, que foi proibida de ser cantada no Brasil durante onze anos.

WS COMENTA: Na segunda noite, Vandré  adota a Censura, Proíbe protesto por Marielle e se assume à Direita

A segunda noite de show memorável de retorno ao palco, 50 anos depois, pelo cantor e compositor Geraldo Vandré no Teatro José Siqueira, em João Pessoa – sua terra natal, registrou fato produzido pelo renomado artista na contramão do que ele representara nos anos 60. Ele, simplesmente parou a interpretação de “Pra não dizer que não falei de flôres” – hino contra Ditadura, para proibir a exposição de faixa em protesto contra a morte da vereadora Marielle.

Pior: ele fez questão de retirar a ativista com expressões inaudíveis do auditório do Teatro – para quem não sabe em homenagem ao maestro paraibano, fundador da Orquestra Sinfônica Brasileira embora ignorado no Pais por ter sido comunista e perseguido pela Ditadura.

A atitude de Vandré foi reproduzida em meio a gestos repetidos dele de continência à Marinha, que se fez presente nos shows sob reverência do artista em clara manifestação de vinculo renovado com o segmento das Forças Armadas e, como consequência, à Direita.

Toda a cena intui e conclui que Geraldo Vandré faz tempo se converteu renegando seu passado de simbologia de Utopias para muitas gerações, por conseguinte na atualidade nada mais disso existe ou resiste na consciência e postura politica do Mito, hoje envolvido e assumido de amor ao que representa “Fabiana” – sua devoção à Marinha.

A Síntese de tudo é ter que conviver com Vandré com novo estereótipo artístico inteligente e de espectro ideológico à Direita de forma sutil e assumida.

O Vandré dos festivais continua lá, bem distante no passado e só.