Vereador de Conde veta crédito escolar no município porque quer "mais valorização de terrenos"  - WSCOM

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Política

27/11/2018


Vereador de Conde veta crédito escolar no município porque quer “mais valorização de terrenos” 

O vereador Malba de Jacumã disse publicamente que estava contra o projeto de crédito especial da Prefeitura porque o município estava pagando pouco pelo valor dos terrenos

Vereador de Conde, Malba (Solidariedade)

O vereador Malba de Jacumã disse publicamente durante sessão da Câmara Municipal de Conde, nesta segunda-feira (26), que estava contra o projeto de crédito especial da Prefeitura, que garante, entre outros bens para a população, a construção de uma escola, porque o município estava pagando pouco pelo valor dos terrenos. Ele só votaria se os proprietários ganhassem mais da Prefeitura.

Malba não queria votar a favor da escola porque achou que os donos dos terrenos mereciam lucrar mais. E que o município deveria gastar ainda mais com a compra. O vereador Malba literalmente gritou para os presentes à sessão da Câmara que a Prefeitura deveria pagar R$ 50 mil por lote e não o valor de R$ 20 mil que foi decidido.

Malba de Jacumã, em todos os momentos em que falou contra o crédito especial que os demais vereadores aprovaram, fez apenas a defesa dos proprietários, que para ele merecem ganhar mais, o dobro do que a Prefeitura pode pagar.

Ele argumentou, perguntando aos colegas vereadores, e também às pessoas presentes à Câmara, se alguém que tenha uma propriedade valiosa não merece receber muito por ela, ao que lhe responderam que ele deveria ficar ao lado do povo e não a favor de quem já possui muitos bens, como os donos dos terrenos. O vereador Fernando Araújo (Boca Louca) foi um dos críticos de Malba e afirmou que a Prefeitura estava pagando o valor justo por cada lote a ser adquirido.

O interesse maior é o da população, argumentaram os parlamentares da oposição que votaram favoravelmente junto com os vereadores da base da Prefeitura ao projeto de crédito especial, uma mudança no orçamento que não implica em mais gastos, e sim no remanejamento de recursos já existentes. Malba, que fez a opção de ser contra a população que precisa da nova escola que será construída com a mudança no orçamento, era voto vencido, e para não ficar ainda mais isolado, terminou também aprovando o crédito especial.

Por Redação/Portal WSCOM