Vacinas contra o rotavírus começam a chegar nos postos da cidade na segunda-feir - WSCOM

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Paraíba

05/03/2006


Vacinas contra o rotavírus começam

2.500 das 5 mil doses da vacina oral contra o rotavírus, que serão dispensadas em João Pessoa, Já estão nos postos de saúde da Capital. O material foi disponibilizado ao município pelo Ministério da Saúde (MS), que espera, com a imunização, diminuir o número de casos de doenças diarréicas agudas em crianças, evitando, inclusive, mortes decorrentes desses males.

A partir desta segunda-feira, 6, todas as unidades de Saúde da Família e centros que trabalham com imunização devem começar a receber a vacina, que fará parte do calendário básico de imunizações dos bebês com até cinco meses de vida.

De acordo com a coordenadora de Imunização da SMS, Josânia Firmo Rodrigues, os profissionais de saúde dos cinco Distritos Sanitários (DS) fizeram um treinamento, que se iniciou em fevereiro, a fim de conhecer as formas de manipulação e acondicionamento da vacina. Ela explicou que a vacina é ‘monodose’, ou seja, o conteúdo de 1ml é aplicado de forma única, em cada etapa. “São duas etapas da vacina, que devem ser aplicadas no segundo e quarto mês de vida do bebê ou no terceiro e quinto mês”, explicou a coordenadora.

Apesar da doença causada pelo rotavírus não fazer do grupo das que têm notificação compulsória pela Vigilância Epidemiológica do município, somente no ano passado, os agentes de Saúde da Família registraram 11.314 casos de diarréia na população infantil da cidade. Em 2006, nos dois primeiros meses já foram encontrados 1.080 casos. De acordo com a gerente de Vigilância Epidemiológica, Júlia Vaz, a inclusão desta vacina nos serviços de saúde do município deve contribuir para a redução significativa e controle da doença.

Os técnicos de enfermagem das unidades e centros de saúde da Capital foram capacitados e serão os responsáveis pela imunização dos bebês, na faixa etária entre dois e cinco meses, que é o público-alvo da vacina. A inclusão da vacina contra rotavírus tem uma importância ainda maior no Nordeste, que é apontada como a região do país com maior incidência de doenças diarréicas. A transmissão do vírus ocorre através do ciclo oral-fecal, ou seja, através da ingestão ou contato oral com alimentos e utensílios infectados.

Dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que as doenças diarréicas são a principal causa de mortalidade infantil, inclusive trazendo seqüelas à sobrevida das crianças quanto ao crescimento e evolução intelectual. Na região Nordeste, para cada milhão de nascidos vivos, existe uma média de 995 casos de diarréias em crianças menores de um ano.

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