Ucrânia joga no desespero e Arábia tenta aproveitar - WSCOM

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19/06/2006


Ucrânia joga no desespero e

Antes favorita, agora desesperada, a Ucrânia entra em campo nesta segunda-feira para enfrentar a Arábia Saudita precisando vencer, de preferência com goleada. As duas seleções jogam às 13h (de Brasília), no estádio de Hamburgo.

A equipe do capitão Andriy Shevchenko, estreante na Copa do Mundo, começou sua campanha pelo grupo H com uma derrota por 4 a 0 para a Espanha. O resultado colocou o time em uma posição bem menos confortável na busca por uma vaga na segunda fase do que poderiam imaginar antes do Mundial.

Os sauditas conseguiram um empate por 2 a 2 com a Tunísia e entraram na briga pela classificação às oitavas com vantagem de um ponto em relação aos ucranianos. Nos prognósticos pré-Copa, o mais fácil era colocar as européias Espanha e Ucrânia como favoritas absolutas aos dois primeiros lugares no grupo H. A situação mudou, ao menos para os ucranianos.

A seleção da Ucrânia tem ainda de resolver problemas de bastidores. Dois jogadores estão lesionados, os meias Oleg Gusev, com um problema no joelho, e Andriy Vorobey, que machucou o ombro. Outro desfalque será o zagueiro Vladyslav Vashchuk, que foi expulso na partida contra a Espanha, depois de cometer falta em Torres, aos 2min do segundo tempo. O técnico apelou para o comitê técnico da Fifa, mas a entidade manteve o cartão vermelho.

No ataque, o técnico Blokhin afirmou que ninguém está garantido como titular, nem mesmo Shevchenko, ou ainda, Serhiy Rebrov. Os dois fizeram uma dupla de sucesso quando defendiam o Dynamo Kiev, e Rebrov deixou claro que adoraria voltar a formar a parceria com o capitão do time.

Blokhin avisou que só colocará os dois em campo se achar que isso levará o time à vitória. Também adiantou mudanças na defesa, que o deixou insatisfeito no primeiro jogo. E deixou um alerta aos jogadores. “Eu prometo que não haverá outra atuação como aquela. Se alguém repetir o desempenho mostrado contra a Espanha, não terá lugar na seleção”, afirmou.

Com apenas um ponto marcado, a Arábia Saudita não vai tranqüila para o jogo. Pelo contrário. A seleção respeita o adversário mesmo depois da goleada. Tanto que pretende reforçar a defesa. “A melhor coisa para nós é que a bola não chegue até Shevchenko. Será importante marcá-lo e tentar barrar também outros jogadores-chave”, disse o treinador Paquetá, destacando Voronin.

Ao mesmo tempo em que cuida de seu próprio trabalho, o time saudita torce para que o desespero dos adversários possa resultar em erros na partida deste sábado. “A situação obriga a Ucrânia a jogar aberta e tentar marcar o maior número possível de gols. Eles vão jogar sob pressão e nós vamos tentar tirar proveito disso”, completou o treinador.

Paquetá pediu “espírito guerreiro” de seus jogadores, que tentam apagar a péssima campanha de 2002, quando não venceram nenhum jogo e ainda amargaram uma derrota de 8 a 0 para a Alemanha. O melhor resultado da Arábia em Copas veio na estréia, em 1994, quando a seleção avançou às oitavas depois de vencer Marrocos e Bélgica na primeira fase.

Não há desfalques por lesão na equipe que disputa o Mundial 2006, já que o atacante Sami Al-Jaber, que tinha um problema na coxa, entrou no segundo tempo da partida contra a Tunísia e até marcou gol, mostrando estar recuperado. A única baixa será o meia Mohammad Al-Shlhoub, que deixou a concentração e voltou para seu país, para acompanhar o enterro de sua mãe.

Arábia Saudita

Zaid; Sulimani, Tukar, Al-Montashari, Al-Dokhi; Aziz, Al-Ghamdi, Noor, Khariri; Al-Temyat, Al Kahtani

Técnico: Marcos Paquetá

Ucrânia

Shovkovsky; Nesmachniy, Chigrynskiy, Yezerskiy, Rusol; Gusin, Tymoschuk, Rebrov, Shelayev, Voronin, Shevchenko

Técnico: Oleg Blokhin

Local: Estádio de Hamburgo

Capacidade: 45.442

Árbitro: Graham Poll (ING)

Assistentes: Glenn Turner e Philip Sharp (ING)

Horário: 13h (de Brasília)

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