TV estatal líbia acusa Otan de voltar a matar civis - WSCOM

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Internacional

12/04/2011


TV estatal líbia acusa Otan de matança

Civis

Foto: autor desconhecido.

A TV estatal líbia disse nesta terça-feira (12) que um ataque aéreo da Otan (aliança militar do Ocidente) na cidade de Kikla, ao sul da capital Trípoli, matou civis e membros das forças policiais. Enquanto isso, o ministro britânico das Relações Exteriores, William Hague, disse que a aliança deve intensificar os esforços militares na Líbia para proteger melhor a população.

Segundo a emissora Al Jamahiriya, em uma manchete escrita na tela, um bombardeio "atingiu membros da força pública de segurança responsáveis pelo policiamento de trânsito e verificação de identidades".

– Todos os membros da força de segurança, assim como algumas crianças, mulheres e homens, foram martirizados no ataque.
Kikla fica mais de 100 km ao sul de Trípoli. A Al Jamahiriya não deu detalhes sobre o número de mortos no incidente, que teria acontecido nesta segunda-feira (11).

Jornalistas não têm permissão para trabalhar livremente no oeste da Líbia, o que torna difícil verificar informações de ambos os lados do conflito no país.

Reino Unido pede mais esforços e queda de ditador

Ao criticar os esforços dentro da Otan, William Hague voltou a afirmar que um futuro viável para a Líbia passa pela saída do ditador Muammar Gaddafi.

Em Luxemburgo, antes de uma reunião com os colegas da União Europeia (UE), ele disse que a coalizão deve manter e intensificar esforços.

– Esta é a razão pela qual o Reino Unido cedeu aviões adicionais capazes de atacar objetivos terrestres que ameacem a população civil líbia.

As declarações de Hague foram feitas pouco depois das críticas do chanceler francês, Alain Juppé, que acusou a Otan de não cumprir seu papel de maneira suficiente na Líbia para neutralizar o armamento pesado das forças de Gaddafi e proteger a população civil.

A rebelião líbia rejeitou ontem a proposta de cessar-fogo da União Africana (UA), destacando que não aceitará nenhum plano que não inclua a renúncia de Gaddafi. O ditador chegou a anunciar que governo concordava com uma proposta de cessar-fogo da UA.

Segundo a BBC, há relatos de que o regime continua empregando armamentos pesados para bombardear os opositores na cidade de Misrata, no oeste do país, e os temores são de que as ações façam vítimas entre a população civil.

Desertor de Gaddafi pode deixar Reino Unido

O ex-ministro das Relações Exteriores líbio, Moussa Koussa, que deixou o país e buscou abrigo no Reino Unido, está autorizado a sair da Escócia após ser questionado pela polícia sobre sua participação no atentado terrorista de Lockerbie.

No incidente de 1988, houve a explosão de uma aeronave que ia de Londres para Nova York sobre a cidade escocesa de Lockerbie, causando a morte de 270 pessoas.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Koussa é esperado na capital do Qatar, Doha, nesta quarta-feira (13), para participar de uma conferência internacional para discutir o futuro da Líbia.

Ontem, o ex-ministro do Exterior alertou para a possibilidade de o país entrar em uma espiral de “guerra civil” e se tornar um “estado falido”, a exemplo da Somália.

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