‘Tribunal está fazendo terrorismo com os funcionários’, diz presidente de Associ - WSCOM

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Paraíba

09/03/2006


‘Tribunal está fazendo terrorismo com

O presidente da Associação dos Técnicos Judiciários da Paraíba (Astaj), Alcides Ribeiro Sobrinho, informou nesta quinta, 9, ao Portal WSCOM online que o Tribunal de Justiça(TJ) está fazendo terrorismo com os seus funcionários dizendo que vai cortar salários. “Ele (o presidente) sabe que o salário do servidor público nem pode ser feito penhora, quando mais cortar”, diz, garantido que a greve continua que e outras cidades já estão aderindo ao movimento.

“Isso é uma verba alimentícia, portanto impenhorável”, disse Sobrinho e disparou: “Ele pode fazer o que bem entender que nenhum servidor vai voltar atrás. Inclusive, nós temos um escritório de advocacia dando total apoio para tomar providências legais para os servidores que forem prejudicados”, disse, acrescentando que as três últimas cidades – Souza entrou hoje, Cajazeiras a partir de amanhã e Patos fará assembléia – que não estavam em greve já anunciaram que vão aderir ao movimento.

De acordo com Sobrinho, o TJ não informa aos servidores de quanto é o gasto com pessoal, diz apenas que não tem dinheiro, mas também não apresenta quanto tem ou quanto está gastando, “é uma caixa preta como dizia Lula”, acusa.

Alcides, juntamente com o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça da Paraíba (Sojep), Benedito Fonseca, foi à Assembléia Legislativa (AL) pedir apoio aos parlamentares para que intermediassem o diálogo com o presidente do TJ, desembargador João Antônio de Moura.

Os deputados Vital Filho (PMDB), Gilvan Freire (PDT) e Rodrigo Soares (PT) se comprometeram a ir em comissão ao presidente do TJ na próxima segunda à tarde.

Contrapondo as declarações do TJ que afirmou estar o movimento desarticulado, o Benedito Fonseca disse que há racha, mas não há briga entre as entidades que representam os serventuários.

“O Sinjep e a Aojep não participam do movimento, sendo até contrários, mas de maneira nenhuma isso atrapalha as reivindicações”

Histórico – O presidente da Astaj disse que essa história vem rolando desde maio do ano passado, com anúncios de deflagração de greve, promessas do TJ, volta atrás dos serventuários e não cumprimento do Tribunal.

Entre as propostas estão aumento de salário que passaria de R$ 865,00 para R$ 1.500,00 (que deveria ser implementada a partir de 1º de janeiro de 2006), agregar a Unimed como plano de saúde para os servidores e participação na discussão do orçamento do TJ. Nada disso se concretizou apesar das promessas, Segundo Sobrinho.

O presidente disse ainda que a implantação da suplementação de magistrados da Paraíba, apesar de ser legal, está sendo fixado no teto. Vai ficar em R$ 22.111,25 (salário de desembargador) que seria 90,25% do salário do Ministro do Supremo Federal. este valor receberiam todos os desembargadores inativos e também os pensionistas.

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