Transparência Pública se esquiva de informar sobre relatório do ‘propinoduto’ - WSCOM

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Paraíba

23/03/2006


Transparência Pública se esquiva de

O secretário de Transparência Pública de João Pessoa, Ubiratan Pereira, vem se esquivando nos últimos dois dias de prestar informações sobre sindicância feita para apurar denúncia da existência de ‘propinoduto’ na Prefeitura da Capital, supostamente comandada por um aliado da administração municipal, o vereador João Almeida (PMDB).

Nesta tarde, Pereira informou ao WSCOM Online, que a apresentação do relatório das investigações sobre denúncias de recebimento de propina em órgãos da administração municipal foi prorrogada. Ele não adiantou mais nenhuma informação sobre o caso e indicou que o portal procurasse o secretário de Comunicação do Município, Nonato Bandeira.

“Estamos trabalhando conjuntamente. Ele poderá dar informações”, disse.

Nesta quarta (22), procurado pelo WSCOM, Bandeira informou que entraria em contato com Ubiratan para falar sobre o caso. Mas também não comentou sobre as investigações.

Tanto o secretário de Transparência Pública quanto o secretário de comunicação estão sendo procurados desde a terça (21) para comentar sobre a finalização do relatório, mas estranhamente informações sobre o paradeiro de Pereira eram desencontradas e ele não era localizado.

Enquanto a Comunicação declarava que Pereira estaria em Recife (PE) – e incomunicável – assessores da Transparência informavam que o secretário dava expediente na Capital.

A previsão feita por Ubiratan Pereira para apresentação do relatório foi para esta terça (21), no entanto, ele comentou que de acordo com decreto as investigações poderiam ser prorrogadas por mais 15 dias.

As denúncias envolvendo Almeida e também o secretário de Desenvolvimento Urbano, Guilherme Nascimento Soares, foi protocolada na Ouvidoria Municipal. De acordo com as denúncias, o vereador estaria coordenando esquema de cobrança de propina de servidores ‘fantasmas’ cujos contratos teria intermediado. Já Guilherme Soares teria autorizado desvio de material de construção para reforma de apartamento do vereador.

A comissão que investiga o caso ouviu os acusados e está levantando informações, mas informou que só divulga resultados quando o processo for entregue à Prefeitura.

Um processo administrativo pode ser instaurado se alguma denúncia for comprovada.

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