Togo quer superar briga sobre "bicho" contra a Suíça - WSCOM

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Economia & Negócios

19/06/2006


Togo quer superar briga sobre

Suíços e togoleses entram em campo na próxima segunda-feira, em Dortmund, para mostrar suas ambições na Copa do Mundo. Após o empate em 1 a 1 entre Coréia do Sul e França na abertura da segunda rodada do Grupo G, as duas equipes precisam da vitória para se manterem na briga por uma vaga nas oitavas-de-final. Será a primeira vez que as duas seleções se enfrentam na história.

Os europeus chegam para o duelo com moral após o empate sem gols na estréia contra a cabeça-de-chave França. No jogo, a equipe mostrou boa consistência defensiva, mas, como é característica do futebol alemão, teve dificuldades para atacar.

Situação bastante diferente da que enfrenta a seleção de Togo, marcada pelas infindáveis discussões sobre o “bicho” dos jogadores (cada um pede US$ 200 mil para disputar a Copa). Na derrota por 2 a 1 para os sul-coreanos, de virada, o time chegou a criar perigo para os adversários, mas, como é comum acontecer com os países do continente, se descontrolou emocionalmente após levar o gol de empate e sucumbiu.

A partida, portanto, será decisiva. A Suíça quer a vitória para brigar pela classificação com os sul-coreanos na última rodada. Já os africanos terão a oportunidade de provar que não estão na Alemanha apenas para discutir premiações, mas sim para reforçar a evolução do futebol africano, o que já mostrou países como Costa do Marfim e Gana neste Mundial.

Ataque à prova

O técnico suíço Jakob Kuhn sinalizou durante a semana que deve sair para o ataque. Ele acredita que o time terá mais liberdade em campo após esbarrar em uma defesa forte e experiente contra os “Bleus”.

“Devemos achar mais espaços para atacar contra Togo, pois existe muito pouco terreno para explorar quando você joga contra uma França com (Claude) Makelele e (Patrick) Vieira postados em frente à defesa”, analisou na última sexta-feira.

Kunh, porém, sabe que deve tomar cuidado com a velocidade e o bom preparo físico dos africanos. Para isso, deve ter à disposição seu quarteto defensivo ideal, formado pelos laterais Philipp Degen e Magnin, além da dupla de zaga do inglês Arsenal com Djourou e Senderos.

No setor ofensivo, o meia Barnetta, jogador técnico e inteligente, será o responsável pela distribuição e armação das jogadas. O habilidoso Gygax tentará criar perigo com sua velocidade e movimentação pela linha de fundo. Na frente, Frei é o homem incumbido de finalizar. Contra os franceses, ele foi o jogador mais efetivo da equipe na área adversária.

Pesa a favor dos suíços também o bom retrospecto contra seleções em piores posições no ranking da Fifa. Nas eliminatórias, por exemplo, a seleção, 35ª colocada, perdeu apenas um jogo, contra a Turquia (4 a 2), atual 14ª.

Bagunça

Para Togo, uma vitória contra os suíços pode amenizar os ânimos de dirigentes e atletas. Devido às discussões sobre o pagamento de prêmios, a concentração do país em Wangen se transformou em uma verdadeira panela de pressão.

Na última semana, as constantes reuniões e troca de acusações pela imprensa com a Federação Togolesa de Futebol (FTF) culminaram no pedido de demissão do técnico Otto Pfister, que depois reviu sua decisão.

Quando o ambiente parecia tranqüilo, os jogadores decidiram neste sábado boicotar a viajem de Wagen a Dortmund, local do jogo contra os suíços, ainda devido à briga por dinheiro. Precisou da ameaça de sanções por parte da Fifa para que o elenco entrasse no avião.

No discurso, os atletas insistem que farão o máximo para representar bem o país estreante na competição. “Sentimos que podemos vencer e queríamos colocar as histórias de qualquer outra coisa atrás de nós. A disputa sobre dinheiro e sobre o treinador ainda não terminou, mas está mais ou menos resolvida”, destacou o atacante Kader neste sábado.

Contra os suíços, a equipe terá a chance de superar os traumas decorrentes desta guerra interna.

Na estréia, antes de levar a virada, os togoleses mostraram que têm futebol de alto nível para apresentar. Com toques de bola em velocidade, força na marcação e velocidade no ataque formado por Kader e Adebayor, o time tem condições de surpreender e embolar o Grupo G.

Suíça

Zuberbuehler; P. Degen, Mueller, Senderos e Magnin; Barnetta, Cabanas, Vogel e Wicky; Frei e Streller.

Técnico: Jakob Kuhn

Togo

Agassa; Tchangai, Nibombé, Forson e Assimiou; Dossevi, Romao, Maman e Salifou; Adebayor e Kader.

Técnico: Otto Pfister

Local: Westfalenstadion, em Dortmund

Capacidade: 60.285

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)

Assistentes: A. Andino e M. Bernal (PAR)

Horário: 10h (de Brasília)

*com agências internacionais

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