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Política

01/01/2019


Blog de WS aponta maiores e principais desafios de João Azevêdo no comando do Poder

O Blog de Walter Santos traz nova abordagem sobre a conjuntura política e de poder na Paraíba com a posse do governador João Azevêdo sucedendo o governador Ricardo Coutinho, que deixa o Governo com aprovação acima de 80%.

É a primeira vez na Paraiba, depois de décadas, que um governante passa a Faixa para seu sucessor sem crise.

Eis a análise:

Os novos e maiores desafios de João Azevedo diante da nova conjuntura sucedendo Ricardo

O estado da Paraíba convive a partir desta terça-feira com novo ciclo político e econômico liderado pelo engenheiro João Azevedo sucedendo o então governador Ricardo Coutinho, que deixa a gestão estadual com aprovação acima dos 80%.

Leve-se em conta o fator de construção de projeto de Governo há 8 anos pelo campo socialista inusitado no Estado com uma base política consistente enfrentando os corporativismos e a velha política de uso do aparelho estatal para benefícios específicos e não republicanos. O saldo de tudo isso é a nova fase econômica, social e ideológica na Paraíba com imposição de novo estilo.

A ESSÊNCIA EM SI

João Azevedo, já com experiência acumulada, precisará conviver com uma série de desafios, alguns menores ou maiores, porque não será tarefa simples estar sucedendo RC num tempo de novidades e incertezas a partir da realidade e convivência com o Governo Bolsonaro com quem não tem nenhuma afinidade.

IDENTIDADE PRÓPRIA

João Azevedo é gestor experiente mas com modus operandi próprio de ser. Aliado de Ricardo há muito tempo, mesmo assim vai precisar imprimir sua identidade pela formação pessoal e política própria.

Embora do PSB, o novo governador tem histórico distinto de Ricardo no campo ideológico porque nunca militou antes da relação com os Girassóis, quando da sua formação estudantil e profissional, dos movimentos sociais nem viveu de enfrentamentos na proporção do seu maior aliado.

Aliás, nesse componente é preciso admitir que João avançou muito em pouco tempo.

Dito isto, a consolidação de sua identidade política será o primeiro teste porque por vários fatores sua índole e forma de ser não são a mesma do governador que sai.

Mas ele tem firmeza de propósitos e de atitudes dai surgir o seu perfil governante para atender as demandas sociais e econômicas.

Seguramente ele será testado várias vezes, inclusive pelos espertos querendo usufruir dos novos tempos até podendo querer criar intrigas com Ricardo.

Este será um dos principais desafios que é se blindar da intriga e da sombra de Ricardo.

A GESTÃO EM SI

Azevedo tem muitos problemas para administrar com Orçamento previsto na ordem de R$ 11 bilhões e os demais Poderes ávidos por recursos que o lençol orçamentário não tem sobra para abrigo.

Embora exerça governo de continuidade mesmo assim precisa de gestão para identificar condições e conduções próprias porque ele tem identidade própria, logo a comparação com Ricardo não pode existir nem ser problema.

A partir deste ano, o Governo precisa se preparar para voltar a pagar as mensalidades dos empréstimos, pois a moratória de Temer terminou, a Previdência continua estourada no teto e a imposição de pagamento dos Precatórios tende a ser outro sério problema a administrar.

A ASSEMBLÉIA

Embora não seja propriamente um problemão, a eleição na Assembleia Legislativa suscita cuidados especiais.

Em tese, o questionamento maior se dá na eleição do segundo biênio, onde os interesses da cúpula se confrontam com setores da Base – leia-se Ricardo Barbosa, Branco Mendes e Tião Gomes.

Na eleição do primeiro biênio, há consenso em torno de Adriano Galdino. Pelo andar da carruagem, o filho de Puxinanã pode até ser convocado a estender mandato no segundo biênio para evitar crise.

A OPOSIÇÃO

O governador assume as rédeas do Governo em posição bem diferente de quando Ricardo assumiu em 2010 com minoria.

Dos 36 parlamentares, Azevedo conta com 22 votos podendo ampliar em face de novas adesões de setores da Oposição.

Aliás, a Oposição começa raquítica pelo resultado das urnas.

O CASO BOLSONARO

A realidade nacional é outra questão a merecer tratamento especial porque não há como mensurar na prática ainda como o Governo Federal tratará as demandas e relações com os Governos do Nordeste- região que deu a Vitória ao adversário do presidente.

É deste contexto Federal de onde demandará parte das ações e efeitos na relação de futuro do Governo Azevedo.

Como ele já sabe dimensionar o papel do Fórum dos Governadores, agora é aguardar as primeiras e futuras relações com a União e a nova ordem política e econômica do País.

SINTESE

O blog retrata com objetividade os desafios do governador João Azevedo enfrentará a partir deste momento muito especial para o processo histórico da Paraíba.

No mínimo, desejar boa sorte é postura adequada para quem quer o melhor do Estado.

ULTIMA

“Ver bem é ver o que maioria não vê”