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Política

21/11/2018


Jeová defende legitimidade do PSB para a Mesa Diretora e vê irregularidades regimentais na PEC da Reeleição

“Uma mudança na Constituição precisa ser maturada, amadurecida e não pode ser uma votação acelerada a toque de caixa", diz o deputado.

Foto: autor desconhecido.

Por Ângelo Medeiros


O deputado estadual Jeová Campos (PSB) comentou, nesta quarta-feira (21), sobre o processo eleitoral que culminará na escolha da próxima Mesa Diretora da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB). De acordo com o parlamentar, o Partido Socialista Brasileiro (PSB), que elegeu oito deputados estaduais e o próximo governador do Estado, João Azevêdo, tem legitimidade política suficiente para presidir a Casa de Epitácio Pessoa nas próximas duas sessões legislativas (2019/2020).


Para Jeová Campos, a participação do governador Ricardo Coutinho e do governador eleito, João Azevedo, ambos do PSB, nas articulações que antecedem a escolha da próxima Mesa Diretora não significa interferência entre poderes, ou seja, do Executivo no Legislativo.


“De forma alguma, basta olhar qual foi o partido que fez a maior bancada na Assembleia Legislativa, que venceu a eleição para o Governo da Paraíba, portanto, que tem legitimidade para dirigir a Mesa Diretora, compartilhada dentro da base aliada. Mas esse debate precisa ter coesão interna. Não tenho dúvida de que tudo encaminha para um entendimento pacificado dentro da base aliada”, comentou em entrevista à Rádio Tabajara FM.


PEC da discórdia

Jeová Campos também não se esquivou de comentar sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – PEC 13/2015, de autoria do colega de partido, deputado Ricardo Barbosa (PSB), que altera a Constituição Estadual vedando a antecipação da eleição dos membros da Mesa Diretora da Casa, bem como, a reeleição dos presidentes.


Segundo o socialista, a aprovação da matéria ocorrida em sessão ordinária tumultuada no último dia 30, possui vícios regimentais grosseiros, que merece uma análise minuciosa antes de sua promulgação. Um requerimento assinado pelo deputado apontando os possíveis erros no processo legislativo que culminou na aprovação da matéria já foi encaminhado ao presidente da Casa, Gervásio Maia (PSB), que determinou o encaminhamento do caso à Procuradoria Jurídica do Poder Legislativo.


“Uma mudança na Constituição precisa ser maturada, amadurecida e não pode ser uma votação acelerada a toque de caixa, como numa corrida de Fórmula 1. Mudar uma Constituição é mudar a lei mais importante de um Estado. Sou daqueles que age sempre com prudência, portanto, quem tem prazo, não tem pressa. Nós temos prazo suficiente, mais quatro anos para debater e dialogar e aprofundar essa discussão”, concluiu.


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