Câmara adia titulo a Bolsonaro e Julian dispara: "frouxos" - WSCOM

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Política

12/09/2018


Câmara adia titulo a Bolsonaro e Julian dispara: “frouxos”

Em resposta, Sandra Marrocos comemora: "meu coração está cheio de contentamento"

Foto: autor desconhecido.

O presidente do PSL na Paraíba, Julian Lemos, esteve hoje na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) e disparou contra os vereadores Sandra Marrocos (PSB), Léo Bezerra (PSB), Tibério Limeira (PSB) e Marcos Henriques (PT) que se ausentaram da sessão que daria o título de cidadania pessoense ao deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL). A sessão foi adiada por falta de quórum.

Eram necessários 14 presentes para a votação seguir no plenário. Depois da atitude, Julian chamou os parlamentares de “frouxos e covardes”, citando que esses são “os mesmos intolerantes de esquerda que mentem, roubam e mandam matar”.

“A esquerda brasileira é intolerante, ela não aceita contraditório; essa mesma casa entregou, se não me engano, um titulo a José Dirceu, aquele presidiário ladrão, bandido, que faz parte da quadrilha do PT”, complementou Julian.

Ainda segundo o Julian, a atitude é controversa, pois os mesmos não foram capazes de entregar um título a um homem que teve a sua vida quase ceifada.

Ao ser questionado sobre os vereadores que se ausentaram para não ter quórum suficiente na Câmara, Julian não poupou criticas. “Frouxos, covardes, são pessoas que não admitem que o outro lado tenha voz.”

RESPOSTA

Do outro lado, a vereadora Sandra Marrocos não escondeu a sua alegria e contentamento com o cenário produzido na Câmara. Questionada, a mesma retrucou: “Quero dizer que o meu coração está cheio de contentamento pela resistência, pela luta, de forma muito especial das mulheres dessa cidade, as mulheres são a grande resistência”.

Em resposta a saída da sessão e falta de quórum, Sandra contestou as afirmações do opositor alegando que ela só ocorreu depois do debate. “A gente se retirou sim do plenário, não fugimos do debate, mesmo porque o debate foi feito; agora essa casa não pode se transformar nisso que foi feito hoje, de palanque político na Câmara para um candidato a presidência”.

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