Blog de WS decifra futuro dos líderes políticos na direção de 2020 em diante - WSCOM

menu

Política

09/03/2019


Blog de WS decifra futuro dos líderes políticos na direção de 2020 em diante

Jornalista e analista politico, Walter Santos

O jornalista Walter Santos analisa, neste sábado (9), a conjuntura política paraibana visando as eleições de 2020.

Confira:

‘Paraíba eleitoral: eis que os principais atores políticos já projetam o futuro de 2020 em diante

2019 acaba de começar o ano para valer na fase pós carnaval diante de inúmeras crises no campo nacional e até problemas no âmbito estadual mas, por incrível que pareça, as projeções de 2020, ano de eleição municipal em diante, já aparecem e indicam elucubrações partidárias para tudo o que é jeito.

Para resumo inicial, a questão levantada é como se dará a sucessão Municipal em João Pessoa, Campina Grande etc podendo refletir em 2022, ano da disputa governamental.

CENÁRIO ATUAL

Há, entre os “profissionais da política”, a projeção lógica, a dados de hoje, de que o ex-governador Ricardo Coutinho pode se apresentar como candidato a prefeito de João Pessoa. Aliás, temos informação de que o PT da Capital pode até lançá-lo em breve, antes do PSB.

Ricardo é, em tese, imbatível na disputa, se nada de especial lhe acontecer. Tem alta aprovação e recall (memória popular) inigualável.

Para setores políticos de novo, fantasioso ou não, só resta admitir o imprevisível de hoje, a partir de adversários de RC jogando fichas na hipótese da Operação Calvário lhe atingir, embora esta alternativa inexista concretamente a dados de agora.

A Oposição ao ex-governador torce para ver a delação do ex-assessor de Livânia Farias se transformar em graves problemas podendo faze-lo inelegível porque só assim pode pensar em ocupar a PMJP na sucessão de Luciano Cartaxo.

Mas, a dados de hoje é irresponsável mencionar o ex-governador em comprovações de seu envolvimento.

A rigor, Ricardo cuida de virose e de seu planejamento para a Fundação João Mangabeira em Brasília com repercussão nacional.

LUCIANO, SEU PAPEL E SUCESSOR

O atual prefeito aposta fichas nos efeitos dos investimentos do BID na ordem de U$ 100 milhões no decorrer de agora em diante. Sua gestão ainda aprovada não dispõe neste momento de nome forte para ser candidato em condições de rivalizar com Ricardo.

Pelos nomes que expõe, no caso o líder na Câmara, Fernando Milanez Neto, e o Secretário Diego Tavares, não têm dimensão para peitar o ex-governador. São neófitos, mal comparando, e não têm tamanho eleitoral na expansão comparativa de Curriculuns com o ex-governador.

Luciano ainda convive com o fantasma da Lagoa, ou seja do processo na CGU /TCU sobre recursos da obra famosa, embora saiba-se pouco diante do segredo de sigilo. Ainda tem a barreira do Cabo Branco, seu calo, Estação Ciência, etc.

Na prática, a partir do próximo ano o prefeito da Capital viverá nova fase política, cujo futuro ainda é desconhecido a partir do fato dele não puder ser reeleito e nem candidato em 2020.

CAMPINA, CÁSSIO, ROMERO, VENÉ E DANIELLA

Este é outro cenário também muito interessante de se avaliar levando em conta o fato de Romero Rodrigues, atual prefeito, também não puder disputar a reeleição pois já fora na eleição anterior e ainda estar com várias indefinições ao redor.

Um dos fatos a acontecer em breve é sua saída do PSDB para um partido aliado de Bolsonaro, pois sem apoio federal ele não banca a alta estrutura montada, agora sem Cássio senador nem Rômulo Gouveia deputado federal.

Romero ao longo dos tempos resolveu produzir carreira solo e faz tempo não depende dos Cunha Lima, de quem precisou para chegar onde chegou e assim vive elucubrações sobre quem vai apoiar para sua sucessão, hoje em torno de Tovar.

Se isto é verdadeiro resta saber quem Cássio vai lançar prefeito sabendo-se de antemão que ele não será candidato em Campina, logo surge a hipótese de Pedro Cunha Lima.

Mas, na Serra da Borborema, é preciso admitir a força dos senadores Veneziano Vital e Daniella Ribeiro – duas lideranças indiscutíveis, em especial de Vené no campo da Oposição mais forte.
Sua decisão de ser ou não candidato a prefeito é elemento decisivo.

SALDO DE TUDO

Tudo vai depender dos vários fatos em curso, a partir dos processos judiciais existentes e suas conclusões em breve porque, dependendo disso, ou tudo continua como “dantes no quartel de abrantes” com a Oposição encolhida ou não.

Ainda tem o papel do governador João Azevedo, pois é peça determinante.’