Fórum da UFPB retoma debates e reflexões, agora com Maria Alice Nogueira, da UFMG - WSCOM

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Paraíba

19/02/2019


Fórum da UFPB retoma debates e reflexões, agora com Maria Alice Nogueira, da UFMG

Atividades acontecem nesta quarta-feira (20), à partir das 9h, na Universidade Federal da Paraíba, no auditório da Reitoria.

Na imagem, a professora Maria Alice Nogueira, da Universidade Federal de Minas Gerais

A pergunta é feita por um personagem que a psicanalista e escritora Julia Kristeva criou em seu romance Os Samurais cujo cenário é a agitação estudantil em torno do Maio de 68, na França. A pergunta do romance, publicado originalmente em 1990, revela uma problemática, real ou literária, que acompanha várias gerações de estudantes e intelectuais em suas aventuras.A pergunta poderia ganhar novos contornos em nossos dias e deixar marcas no ambiente do Fórum Universitário que a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) organiza para o próximo dia 20, às 9h, no auditório da Reitoria. 

Julia Kristeva não vai aparecer por aqui. Mas os diálogos e dilemas de seus personagens poderão ecoar no debate que a professora Maria Alice Nogueira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), vai desenvolver.

 

Conhecida por seus trabalhos de sociologia da educação, ela vai enfrentar o tema: “Revisitando o conceito de capital cultural algumas décadas depois”.

 

Será o primeiro Fórum Universitário do ano 2019. Pela UFPB já passaram nomes de perfis os mais diversos como a economista Tânia Barcelar, o escritor Bráulio Tavares e a escritora Maria Valéria Rezende. O Fórum, cujos temas nascem da própria comunidade acadêmica, tem como uma de suas marcas exatamente a diversidade de olhares.

 

“São temas de natureza trans ou interdisciplinar relacionados com a ordem do dia e que necessitam de uma reflexão por parte da UFPB”, avalia o professor Eduardo Rabenhorst (foto), coordenador do Fórum.

 

Além de discutir temas específicos externos ou internos à realidade da Universidade, o Fórum também reflete sobre eventos marcantes para a história da sociedade nestes últimos séculos.

 

Foi o caso do Fórum do ano passado que se dedicou a pensar o próprio Maio de 68, tematizado pelo romance de Kristeva. “A gente tem neste ano uma série de acontecimentos que a comunidade pode querer refletir”, acrescenta Rabenhorst citando como exemplo o Centenário de Jackson do Pandeiro. “A gente trabalha com essas efemérides também”, completa.