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Paraíba

01/05/2019


TJPB rejeita ação contra Arquidiocese da Paraíba por caso de pedofilia

Sede da Arquidiocese da Paraíba

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) rejeitou uma ação civil pública por danos morais coletivos contra a Arquidiocese da Paraíba, relacionada a acusação de pedofilia cometida por um padre, ex-pároco do município de Jacaraú. O caso foi julgado nesta terça-feira (30), pela 1ª Câmara Cível do TJPB, que decidiu por placar apertado, três votos contra dois, não aplicar à Arquidiocese a multa de R$ 300,00 defendida pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB).

 

O relator José Ricardo Porto votou pela aplicação da multa por entender a responsabilidade solidária da Arquidiocese no caso, como defendeu o MPPB. O voto foi acompanhado pelo desembargador Leandro dos Santos. Em seguida, os demais membros da 1ª Câmara Cível, Marcos Cavalcanti e Saulo Benevides seguiram o entendimento do juiz convocado Aluízio Bezerra Filho e decidiram pela não aplicabilidade da multa.


A informação sobre a decisão do TJPB foi publicada inicialmente no blog do jornalista Suetoni Souto Maior, do Jornal da Paraíba.

 

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O CASO

O escândalo envolvendo o então pároco de Jacaraú, Adriano José da Silva, repercutiu no ano de 2013. Na época, ele foi acusado de abusar de, pelo menos, 20 jovens. Em seguida, o religioso foi afastado pela Arquidiocese da Paraíba das suas funções como líder espiritual da Igreja Católica no município.  


O padre Adriano José foi encontrado morto, em 2015, na residência família, no município de Bezerros (PE). Segundo relatos da família à época, o líder religioso estaria sofrendo após ter sido afastado da igreja. Ele também estaria sofrendo de depressão.

 

De acordo com denúncia inicial formalizada à justiça pelo promotor Marinho Mendes Machado, Adriano José da Silva protagonizava orgias com adolescentes dentro da casa paroquial. Ele pagava para que adolescentes tivessem relações sexuais com ele.

 

Alguns jovens depoentes chegaram a contar que recebiam entre R$ 30 e R$ 100. Alguns eram infratores, com registro de apreensões por roubo de motos e arrombamento de casas, conforme o promotor. O padre foi afastado da igreja em 31 de outubro de 2013 e o caso foi informado pela Arquidiocese da Paraíba ao Vaticano.


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