Terceira data: obras da Lagoa começam dia 15; secretarias divergem sobre andamen - WSCOM

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Paraíba

21/03/2006


Terceira data: obras da Lagoa

O secretário Herbet Palitot (Secretaria de Infra-estrutura de João Pessoa) anunciou hoje que as obras de desassoreamento da Lagoa do Parque Sólon de Lucena acontecerão na primeira quinzena de abril. Esta já é a terceira data anunciada pela Seinfra.

O secretário disse que as chuvas, que já estão caindo na Capital, não devem adiar, tampouco atrapalhar as obras.

Ele não admitiu, mas o que talvez venha a atrapalhar o trabalho de desassoreamento e provocar novo adiamento sejam as divergências entre a Seinfra e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Segundo Herbert Palitot, no máximo até o dia 15 de abril as obras já terão começado. Já a assessoria de imprensa da Seman diz que o projeto até agora não foi finalizado e a Seinfra não deu entrada no processo para execução das obras, o que justificaria um novo adiamento.

Estariam faltando ainda os estudos de batimetria, que vai determinar a quantidade de material orgânico a ser retirado do local. “Por algum motivo ainda não instruíram o processo e por isso ainda não foi finalizado”, revela assessoria.

A primeira previsão dava conta de que até o dia 20 de fevereiro os trabalhos já tivessem sido iniciados. A data já foi modificada duas vezes. O calendário definitivo só pode ser divulgado quando sair a licença ambiental da Secretaria de Meio Ambiente (Semam).

Cinco dias – Segundo Palitot a complexidade do trabalho é que tem feito com que as obras demorem tanto para obter o licenciamento necessário. Mas, segundo ele, a execução em si é rápida e que as chuvas não atrapalham.

“O nível da água sobe com as chuvas, mas logo volta ao volume normal, já que a Lagoa serve como um regulador. Além do mais o trabalho, apesar de difícil, pode ser feito em apenas cinco dias”, esclarece o secretário.

Os benefícios da obra seriam dois: o primeiro é o aspecto visual e o outro é que vai evitar que a Lagoa desapareça devido ao excesso de areia no local.

“A lagoa vai voltar a ser um lago e não um areal como está agora. Pretendemos restabelecer as características originais, evitando que o lago se acabe”, justifica Palitot.

A retirada de todo material orgânico do local pretende acabar também com o mau cheiro que o local exala em determinadas épocas do ano e ainda oxigenar a água.

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