Técnicos da Defesa Agropecuária apreende carne estragada e são intimados pela po - WSCOM

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Policial

20/03/2006


Técnicos da Defesa Agropecuária apreende

A delegada Roberta Gouveia Neiva, de Gurinhém, enviou intimação para o veterinário Valdir Viera de Sousa e também para o técnico Jociano de Aquino Arruda, ambos funcionários da Coordenadoria da Defesa Agropecuária do Estado, para serem interrogados nesta terça-feira (21) pela acusação de ameaça.

O que está estranhando os dois servidores e companheiros que trabalham com eles na Coordenadoria de Defesa Agropecuária é que Valdir e Jociano haviam cumprindo uma determinação superior quando apreenderam em um matadouro do Sítio Urucu, em Gurinhém, cerca de 100 quilos de carne estragada que estava salgada, armazenada em um tanque e que seria comercializada na feira livre de Gurinhém. O produto estragado estava em poder do magarefe Gilberto da Silva.

Segundo o veterinário Valdir Vieira, tudo começou no dia 24 de janeiro deste ano quando ele foi chamado pelo proprietário rural Manoel Dionísio para verificar a situação de duas vacas que apresentavam uma doença que ele não sabia qual era. No local Valdir constatou que uma das vacas estava com raiva bovina e a outra vaca ficou no local em observação.

Valdir disse que dois dias depois a outra vaca morreu da mesma doença, mas, ao invés de comunicar o fato a Defesa Agropecuária, Dionísio vendeu o animal infectado por R$ 50 a Gilberto da Silva. O magarefe esquartejou a vaca e colocou num tanque junto com sal.

Os técnicos tomaram conhecimento da morte do animal e sua negociação e se dirigiram ao Sítio Uruçu. Gilberto, para os técnicos disse que já havia comprado animais que haviam morrido por doença para salgar e vender como “carne seca” na feira livre de Gurinhém. Os técnicos, junto com dois policiais militares, apreenderam a carne estragada, que foi destruída e enterrada.

Valdir disse que comunicou o ocorrido ao Ministério Público de Gurinhém para as providências. “Vou a delegacia com meu companheiro e provar que fizemos o trabalho correto e que jamais ameaçamos qualquer pessoa, muito menos Gilberto. Ele sim é que deveria estar preso”, concluiu Valdir.

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