Taxa de mortalidade materna para mulheres de João Pessoa chega a quase zero - WSCOM

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Saúde

12/05/2019


Taxa de mortalidade materna para mulheres de João Pessoa chega a quase zero

Foto: Antonio David

Durante todo o ano de 2018, o Instituto Cândida Vargas (ICV), maternidade da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), teve taxa de mortalidade quase zero entre suas pacientes residentes de João Pessoa, isso quer dizer que, entre as 3.025 mulheres munícipes da Capital que deram à luz na instituição, apenas uma foi a óbito durante a gestação ou puerpério. No ano passado, a maternidade também realizou 3.059 partos de mulheres vindas de outros municípios, desse total, duas mulheres foram a óbito.

A morte materna é qualquer morte que ocorre durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto. Ela pode ser decorrente de qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez e em torno de 92% das mortes maternas são por causas evitáveis e ocorrem, principalmente, por hipertensão, hemorragia ou infecções.

Dados do Ministério da Saúde mostram que no ano de 2018 em todo o país foram contabilizados 52.585 casos de mortalidade materna, sendo 14.822 casos no Nordeste, 1.001 na Paraíba e 210 casos em João Pessoa. Esses números são inferiores aos de 2017 que indicam 62.578 mortes no Brasil, 17.824 no Nordeste, 1.213 na Paraíba e 237 em João Pessoa. Na maternidade Cândida Vargas, em 2017, foram registrados 9 óbitos.

“Conseguimos reduzir em 50% o número de óbitos maternos em 2018 e isso é reflexo dos processos de educação permanente dos profissionais bem como da qualificação da assistência ao pré-natal realizado nas Unidades de Saúde da Família e na Cândida Vargas, quando de alto risco, além da efetivação do planejamento familiar, que vai além da distribuição e orientação quanto aos métodos contraceptivos, incluindo-se a orientação da mulher quanto aos possíveis riscos de uma gestação quando a mesma apresenta alguma comorbidade, como a hipertensão arterial”, destaca a coordenadora da área técnica da Saúde da Mulher da SMS, Amanda Romera.

Amanda Romera explica ainda que a maioria das mortes maternas pode ser evitada com a efetividade do planejamento reprodutivo e assistência no pré-natal. “Na maioria das vezes, a mortalidade materna não tem a ver com falhas na assistência ao parto, uma vez que a inefetividade do planejamento reprodutivo e a falta de acompanhamento da gestante seja na Atenção Básica ou por um profissional especializado são suficientes para agravar alguns quadros na saúde da mulher que podem levá-la a complicações e até a morte durante a gestação”, destaca.

De acordo com o médico obstetra e diretor geral da maternidade Cândida Vargas, Juarez Augusto, o pré-natal é a maior garantia de uma gestação tranquila, uma vez que permite o acompanhamento da evolução do ciclo gestatório e a constatação de patologias pré- gestacionais e trangestacional, garantindo assim os tratamentos devidos.

“A ausência de um pré-natal ou mesmo um pré-natal pobre, com poucas consultas, colaboram significativamente com a elevação tanto da mortalidade materna, quanto da neonatal. Em João Pessoa, ofertamos uma ampla rede de serviços de saúde e com atendimentos específicos para a gravidez, o que só facilita a realização desses cuidados gestacionais, que são, inclusive, um ato de carinho com a criança que vai nascer”, destaca o médico, Juarez Augusto.

Este ano, até o momento não foi registrado nenhum óbito materno de munícipes de João Pessoa na maternidade Cândida Vargas.

ICV

 

Referência em maternidade na Paraíba, o ICV é considerado como um dos melhores hospitais na área no Nordeste. Apenas em 2018 foram realizados 6.084 partos, entre natural e cesárea, e de mulheres residentes em João Pessoa e oriundas de outros municípios e até de estados vizinhos.

O instituto oferece uma série de serviços às usuárias, desde o acompanhamento pré-natal de alto risco, além de trabalhar na realização de partos e diversos cuidados com a mãe e o recém-nascido.

No complexo, funciona o Banco de Leite Humano Zilda Arns, que ajuda crianças que necessitam de suplemento de leite materno. E recentemente foi inaugurada a Casa Mãe Bebê, a primeira casa de acolhida entre todas as capitais do Nordeste que segue o preconizado pelo Ministério da Saúde.

Casa Mãe Bebê 

 

A Casa fica localizada em frente à maternidade Cândida Vargas e tem a capacidade de receber 17 mães de bebês prematuros ou que os bebês nasceram com algum tipo de patologia que requerem um cuidado especial ainda na maternidade.

A Casa acolhe principalmente as mães oriundas de outros municípios que muitas vezes chegam a João Pessoa sem ter onde ficar e, depois do parto, não podem retornar as suas cidades porque seus filhos permanecem internados. O serviço oferece às mães o mesmo cuidado dado aos bebês sem que tenham que ficar internadas em um ambiente hospitalar. Enquanto estão na Casa, as mães podem acompanhar todo o tratamento e recuperação de seus filhos, enquanto também recebem acompanhamento social, psicológico e de médicos e enfermeiros.

Cerca de 20% dos partos exigem que as mães passem mais tempo no hospital aguardando a recuperação dos bebês. No ICV, aproximadamente 50% dos partos são de mulheres de outras cidades e regiões da Paraíba uma vez que a maternidade é referência em partos de alto risco.

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