Tarso tenta trazer PDT para aliança com PT - WSCOM

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Brasil & Mundo

03/06/2006


Tarso tenta trazer PDT para

O ministro Tarso Genro (Relações Institucionais), que tem operado como articulador político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conversou com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, para discutir uma possível aliança entre petistas e pedetistas. Tarso procurou Lupi, que foi receptivo, segundo o ministro.

De acordo com Tarso, Lupi reafirmou a intenção pedetista de ter o senador Cristovam Buarque (DF) como candidato próprio.

A estratégia petista é esperar por uma definição do PDT e, havendo uma desistência da candidatura própria, formular a proposta de aliança.

A conversa entre Tarso e Lupi ocorreu no último fim de semana pelo telefone, e partiu de uma iniciativa do ministro.

“O presidente Lupi me disse que o PDT tem interesse em ter candidato, está trabalhando para isso, e esse vai ser seu objetivo. Mas que, evidentemente, o PDT, por suas raízes populares e democráticas, se não tivesse candidato ou se seu candidato não fosse para o segundo turno, abriria conversação conosco”, disse Tarso.

“Ele sinaliza uma possibilidade de aproximação, certamente no segundo turno, já que o PDT tem candidato. Se a candidatura Cristovam for retirada, posso afirmar que vamos procurar o PDT.”

“Partido de relação”

Para o primeiro turno, o partido com o qual o PT mantém contatos mais intensos é o PMDB, definido por Tarso como um partido de “relação”.

“Nós estamos trabalhando com as forças de centro e de esquerda. Nossa perspectiva, independentemente de coligação formal e jurídica, é estabelecer um pacto político de governabilidade em cima de um programa mínimo para um segundo governo do presidente Lula”, afirmou Tarso.

“Nesse sentido, o PMDB, na nossa opinião, joga um papel importante, porque é um partido de centro, e um partido centrista não é uma posição, é uma relação. Ora se relaciona mais à esquerda, ora mais à direita”, disse.

“Achamos que a maioria do PMDB é composta por um centro progressista democrático e deveria compor conosco uma coalizão de governo.”

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