Supermercado de SP limita compra do arroz a 12 pacotes de 5 kg por consumidor - WSCOM

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Economia & Negócios

03/05/2008


Supermercado de SP limita compra



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São Paulo – A ameaça de um possível desabastecimento devido à grande procura pelos clientes para fazer estoques levou algumas redes varejistas a restringir a venda de arroz. O hipermercado Extra limitou essa comercialização nas suas filiais, num esforço de garantir o produto nas prateleiras. Outro objetivo é segurar o preço do grão aos consumidores, que acumula um aumento de 15%, segundo estimativa da Associação Paulista dos Supermercados (Apas).

A rede informou que permite a venda de 12 pacotes de cinco quilos por pessoa. A medida vale para cada marca diferente disponível nas gôndolas. Apesar do anúncio dessa medida, nas três unidades percorridas pelo DIÁRIO não havia essa restrição.

Em abril, a rede americana Wal-Mart também limitou a venda do produto em suas lojas Sam’s Club, que vendem produtos em atacado .

A crise dos alimentos, é uma preocupação mundial e já fez a ONU pedir que os países suspendam a produção de biocombustíveis , porque as plantações de alimentos estariam sendo reduzidas.

O Grupo Pão de Açúcar – proprietária da bandeira Extra – destacou que a iniciativa é para evitar a compra desse item em grande quantidade por atravessadores e pequenos comerciantes interessados em se prevenir de futuras altas. E, desta forma, manter os produtos nas prateleiras para o consumidor.

No entanto, a rede atenua essa situação, ao salientar que não existe um risco de desabastecimento nas unidades da marca. A empresa afirmou se tratar de uma medida preventiva em meio à escalada dos valores dos pacotes de cinco quilos.

Outras redes garantem que a distribuição de arroz permanece normal aos clientes. É o caso do Carrefour, que informou ter um fluxo normal de vendas nas suas unidades.

Motivos da escalada

A escalada do preço do arroz no varejo é justificada pelo puro e simples conceito da lei da oferta e procura. A falta de aumentos nos valores do grão no mercado interno levou os produtores a plantarem menos. Desta forma, a safra cultivada era escoada por meio das exportações a outros países. Assim, há menos quantidade do produto disponível no país.

Só no Rio Grande do Sul – responsável por 60% da produção nacional -, o custo da saca do arroz passou de R$ 22 para R$ 31 num período de 45 dias, de acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A alta chegou aos exorbitantes 40,90%. Para o consumidor, o quilo, que deveria atingir R$ 0,80, custa R$ 2.

Exportações suspensas

A alta do preço também fez com que o Governo agisse. O Ministério da Agricultura suspendeu, no fim de abril, as exportações dos estoques governamentais com a finalidade de evitar o desabastecimento no país e, conseqüentemente, uma alta nos valores. O ministro Reinold Stephanes descartou a possibilidade de falta do produto até o início de 2009.