Superfaturamento das sementes: governador diz que compra não aconteceu e process - WSCOM

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Política

09/03/2006


Superfaturamento das sementes: governado

O governador Cássio Cunha Lima negou hoje que tenha ocorrido superfaturamento na aquisição de sementes por parte da Secretaria da Agricultura. Ele disse que, na verdade, sequer houve aquisição. O processo de licitação ainda não teria sido concluído e, portanto, o Governo não teria feito nenhuma compra.

‘Superfaturamento houve na BR 230, isso nós sabemos porque o Tribunal de Contas da União já assim se posicionou; superfaturamento houve nas várzeas de Sousa, onde o Tribunal de Contas da União já se manifestou’, declarou Cunha Lima em referência a ações executadas pelo seu antecessor, senador José Maranhão (PMDB).

Depois de revelar que não houve compra, o governador criticou deputados da oposição, responsáveis pelas denúncias. ‘Não podemos permitir que com informações parciais, com informações limitadas, se faça uma afirmação de que houve superfaturamento’, disse Cunha Lima.

Ele antecipou que já mandou apurar denúncias. ‘É o que nos cabe fazer’, acredita Cunha Lima, que emenda: ‘Não há recomendação de minha parte nem do secretário Quintans de superfaturar absolutamente nada – trabalhamos com lisura’.

A denúncia de superfaturamento foi divulgada pelo deputado Gervázio Maia Filho (PMDB), que diz ter documentos comprovando que a Agricultura estadual adquiriu sementes com preços até 100% superiores aos praticados no mercado local. O prejuízo, segundos seus cálculos, chega a R$ 2 milhões.

Banco Real – O governador também reagiu a iniciativa da vereadora Nadja Palitot (PSB), que entrou com representação contra operação feita ano passado pelo Governo do Estado para pagamento do 13º salário dos servidores. Ela questiona legalidade da obrigatoriedade de abertura de contas correntes no Banco Real, gerando custos de manutenção para os funcionários.

‘O que fizemos com o Banco Real foi pura e simplesmente a prorrogação do contrato que existia desde a privatização do Paraiban, que não foi privatizado no meu governo’, finalizou o governador.

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