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Internacional

01/06/2018


Socialista Pedro Sánchez é eleito novo chefe do governo espanhol

"Temos uma tarefa muito importante para a coesão social"

Foto: autor desconhecido.

O socialista Pedro Sánchez foi eleito hoje (1º) novo presidente do governo da Espanha, após obter a maioria absoluta do Congresso dos Deputados. Sánchez substitui o conservador Mariano Rajoy, que estava no poder desde dezembro de 2011 e que foi derrotado por uma moção de censura apresentada pelos socialistas.

A moção apresentada pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), do qual Sánchez é secretário-geral, recebeu 180 votos dos 176 necessários para ser aprovada em um Parlamento com 350 cadeiras. Outros 169 deputados votaram contra, e houve uma abstenção.

Para assumir o governo, Sánchez teve de contar com apoio fragmentado, já que seu partido tem apenas 84 deputados, menos da metade da maioria. Por fim, além da bancada socialista, ele recebeu os votos da coalizão de esquerda Unidos Podemos e dos blocos nacionalistas e independentistas do País Basco e da Catalunha.

Desigualdades

Os parlamentares que reprovaram a moção foram os do Partido Popular (PP), liderado por Rajoy, e os do Ciudadanos, e a abstenção foi de uma deputada da Coalizão Canária.

Pedro Sánchez se comprometeu a “enfrentar as necessidades sociais postergadas”, assim como combater a precariedade e a desigualdade, assumindo os compromissos europeus de estabilidade orçamentária.

“Temos uma tarefa muito importante para a coesão social. É necessário estabilizar nosso país socialmente”, disse Sánchez, pouco antes da votação da moção de censura apresentada pelos socialistas contra o governo de Mariano Rajoy.

Depois da votação de ontem (31), da qual participaram os grupos nacionalistas, Cidadãos (liberais) e a coalizão de esquerda Unida Podemos, nesta sexta-feira discursaram no debate os dois grupos majoritários da Câmara, o Partido Socialista (PSOE) e o Partido Popular (PP) de Rajoy.

O socialista pediu ao PP que seja “tão leal” na oposição ao seu governo como o PSOE com o de Rajoy.

Agência Brasil

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