Sindicatos ameaçam deflagrar campanha salarial e prometem ato público contra MP - WSCOM

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Paraíba

10/06/2006


Sindicatos ameaçam deflagrar campanha sa

EXCLUSIVO:A Medida Provisória (MP) do reajuste continua gerando polêmica. Sete sindicatos da Capital estão fazendo circular uma carta aberta aos servidores municipais de João Pessoa e à população, com uma convocação para um ato público para a próxima quarta, 14, contra a MP. Também está marcada uma Assembléia Geral Extraordinária para a segunda, 12, no auditório do Lyceu Paraibano, ás 16h.

O ato público ‘em defesa das vítimas do prefeito Ricardo Coutinho’, como foi batizado o evento, terá sua concentração em frente ao Lyceu Paraibano, às 8h da quarta, provável dia em que a MP também deve entrar em pauta na Câmara.

Na carta os sindicatos soltam o verbo e dizem que a nova MP é discriminatória e congela sim gratificações, divide os servidores e quebra a paridade.

Segundo os sindicatos, que assinam conjuntamente a convocação para o ato público, o prefeito, “esqueceu muito rápido daqueles que o colocaram na posição que ocupa”.

Eles alegam que os servidores municipais encontram-se coagidos e divididos porque o prefeito tem priorizado os interesses da administração municipal em detrimento dos servidores.

Na Assembléia Geral Extraordinária da segunda os sindicatos irão pedir autorização das categorias para deflagrarem a campanha salarial, com direito a mobilização e paralisação dos servidores municipais, caso não haja negociação com o prefeito.

A votação – O líder do Governo Municipal na Câmara, vereador Luciano Cartaxo (PT), alegou que cerca de 4 vereadores da oposição irão votar com a Prefeitura. Ele pretende que a MP entre em pauta na terça ou quarta.

Já segundo o presidente da Câmara Municipal, vereador Severino Paiva (PT), o veto a MP original tem até o dia 22 como prazo limite para entrar em votação e a nova MP até o dia 6 de julho.

Todavia, Paiva garante que as duas matérias serão votadas antes do recesso, que está marcado para iniciar no dia 30 de junho.

Leia abaixo trechos da Carta Aberta:

1. As gratificações (qüinqüênios, risco de vida, etc) estão sendo congelados para todos os servidores, com exceção apenas dos profissionais e técnicos de nível superior lotados na Secretaria da Educação.

2. O reajuste dos aposentados e pensionistas está sendo discriminatório, pois na atual MP há uma tentativa de reajusta em 5,53% apenas do antigo salário-base do servidor, quando deveria reajustar o total dos proventos.

3. Há quebra de paridade entre ativos e inativos. Os servidores que não completaram o tempo de serviço necessário para adquirirem direito à aposentadoria até 31.12.2003, não terão mais direito à igualdade de reajuste salarial em relação aos servidores da ativa.

Os sindicatos que assinam a carta são: Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Saúde (Sindsaúde), Sindicato dos Odontologistas (Sindodonto), Sindicato dos Agentes de Saúde e Vigilância Ambiental (Sindasvam), Federação dos Servidores Públicos no Estado (Fetasp), Associação dos Servidores de Nível Superior, Oposição Sindical da Educação e Sindicato dos Enfermeiros.