Sharon pede que Irã seja expulso da ONU - WSCOM

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Internacional

27/10/2005


Sharon pede que Irã seja

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, deu hoje instruções ao embaixador do país nas Nações Unidas, Danny Gilerman, para que peça a expulsão do Irã da organização internacional.

Sharon reagiu assim às declarações do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que, em conferência intitulada “O mundo sem sionismo”, defendeu que Israel “seja apagado do mapa”.

O premier tomou a decisão depois que o vice-primeiro-ministro Shimon Peres lhe enviou uma carta na qual afirmava que “é inconcebível que o representante de um país-membro das Nações Unidas estimule o genocídio. Sua incitação constitui um crime contra a humanidade”, informa o jornal israelense Jerusalem Post.

Peres, que dirigiu sua mensagem a Sharon e ao ministro de Exteriores israelense, Silvan Shalom, destacou o perigo que o Irã representa para Israel por sua intenção de desenvolver armas nucleares e adquirir mísseis de longo alcance.

Todos contra um

Grã-Bretanha, França, Espanha e Canadá estão entre os países que condenaram as declarações do presidente iraniano.

Uma autoridade do Ministério do Exterior britânico afirmou que tais comentários eram “perturbadores e repugnantes”.

Por sua vez, o ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, disse que “se estes comentários são verdadeiros, eles são inaceitáveis e condeno-os com firmeza”.

Uma opinião parecida foi expressada pelo presidente da Comissão Européia (o braço executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, que condenou a afirmação e disse que ela é completamente inaceitável.

Programa nuclear

Os Estados Unidos afirmaram que o comentário reforça os temores a respeito do programa nuclear do Irã. O governo americano suspeita que este programa está sendo usado para desenvolver armas, mas o Irã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Além dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha estão pressionando o Irã para dar mais acesso de analistas e fiscais ocidentais às suas instalações nucleares.

O porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que a opinião de Ahmadinejad “apenas confirma o que temos dito a respeito do regime no Irã. E destaca nossas preocupações a respeito de seu programa nuclear”.

O vice-primeiro ministro israelense, Shimon Peres, enviou uma carta aberta ao primeiro-ministro Ariel Sharon, afirmando que a declaração do presidente iraniano “é uma violação da carta de direitos da ONU (Organização das Nações Unidas) e é equivalente a um crime contra a humanidade”.

“Temos que submeter um requerimento ao secretário-geral da ONU e ao Conselho de Segurança para obter a expulsão do Irã da organização”, afirmou Peres na carta.

O ministro do Exterior de Israel, Silvan Shalom, afirmou que seu país considera o Irã um “perigo real e imediato” e que está claro que o Irã está tentando desenvolver um programa para fabricar armas nucleares.

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