“Seria discutir com um poste", afirma presidente do PSL sobre debate com Haddad - WSCOM

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Política

19/10/2018


“Seria discutir com um poste”, afirma presidente do PSL sobre debate com Haddad

Foto: autor desconhecido.

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, não participará de nenhum debate no segundo turno das eleições. A afirmação foi feita pelo presidente da agremiação, Gustavo Bebianno, nesta quinta-feira (18).

Bebianno afirmou, durante uma coletiva de imprensa, que o estado de saúde do candidato é de “absoluto desconforto” e que ele não deve ser submetido a “uma situação de alto estresse, sem nenhum motivo”.

“Como não há controle, aquela bolsinha (colostomia) pode encher, estourar”, afirmou Bebianno. “O seu estado de saúde é ainda de absoluto desconforto. (Não vamos) submetê-lo a uma situação de alto estresse, sem nenhum motivo.”

Mais cedo, o médico Antonio Macedo, da equipe responsável pela avaliação clínica de Bolsonaro, afirmou que a participação nos debates era uma livre escolha dele, já que havia apresentado melhora no quadro de saúde.

Bebianno chamou o petista Fernando Haddad (PT) de “poste” e disse que a ausência de Bolsonaro nos debates não deve prejudicá-lo. “Seria discutir com um poste. Como já disse o candidato, quem discute com um poste é bêbado. A decisão (de não participar) não é ruim porque o eleitor já conhece Bolsonaro. O contato que ele estabelece é diretamente com o eleitor. Os eleitores já sabem em quem vão votar.”

Antes da coletiva, Bebianno disse à reportagem que Haddad se mostrou “desesperado” ao dizer que entrará com medidas judiciais contra uma denúncia de que a campanha de Bolsonaro teria incentivado empresários a disseminar mensagens contra o PT nas redes sociais. Ele classificou como “piada” e “uma palhaçada” a atitude de Haddad.

A campanha de Haddad e apoiadores do petista têm desafiado Bolsonaro a participar de debates. O confronto não aconteceu em nenhum dos encontros com presidenciáveis promovidos no primeiro turno. Nos primeiros, Haddad ainda não era o candidato principal da chapa do PT. Quando Lula, preso em Curitiba, deu lugar ao paulista, o capitão é que ficou ausente dos embates, devido ao atentado que sofreu em Juiz de Fora. Com informações da Veja.

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