Senado dos EUA barra proposta de Bush contra casamento gay - WSCOM

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Internacional

07/06/2006


Senado dos EUA barra proposta

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sofreu um novo revés nesta quarta-feira após o Senado americano derrubar sua mais recente aposta: aprovar emenda a fim de proibir o casamento entre casais do mesmo sexo. Foram 49 votos contra e 48 a favor. A emenda dependia de ao menos 60 votos para ser levada adiante.

Desde a semana passada, Bush assumiu pessoalmente uma campanha para conseguir fazer com que a emenda fosse aprovada, afirmando que o casamento entre homem e mulher é a instituição mais fundamental da civilização. Durante seu programa de rádio, levado ao ar no último sábado (3), Bush disse que “o casamento não pode se separar de suas raízes culturais, religiosas e naturais sem debilitar sua influência sobre a sociedade”.

Apesar disso, o empenho do presidente parecia mais uma forma de encobrir os fiascos representados por resultados nas áreas militares [com a má campanha no Iraque, que diariamente mostra fracassada a intenção de impor segurança naquele país] e econômicos [a exemplo dos constantes aumentos no preço do petróleo, que causa especial incômodo na população dos EUA].

Polêmica, e chamada de eleitoreira por vários grupos da sociedade americana, a emenda contra o casamento gay era rejeitada por quase todos os senadores democratas. Após a votação, Bush lamentou que o Senado não tenha conseguido reunir votos suficiente para aprovar a proposta. P presidente disse estar “decepcionado”, mas deu sinais de que deve continuar sua luta nessa batalha. “A votação marca o início de um novo capítulo nesse importante debate nacional”, disse.

O tema, certamente, deve estar presente nas campanhas das próximas eleições americanas.

Dos 50 Estados dos EUA, apenas Massachusetts permite o casamento entre gays. Outros 45 possuem cláusulas em suas Constituições que barram de alguma maneira o casamento entre pessoas do mesmo sexo, deixando claro que o casamento é válido apenas entre homem e mulher.

Pare serem aprovadas, emendas constitucionais nos EUA precisam de dois terços de apoio do Senado, assim como da Câmara dos Representantes, além da ratificação de 38 dos 50 Estados americanos. Desde a aprovação da Constituição dos EUA, em 1789, apenas 27 emendas foram implementadas. A mais recente é de 1992, que trata dos salário dos congressistas.