Semana Cultural José Lins do Rego começa nesta sexta-feira - WSCOM

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Entretenimento

01/06/2006


Semana Cultural José Lins do

A 24ª Semana Cultural José Lins do Rego, promovida pela Funesc, começa nesta sexta, 2. Este ano o evento comemorará os 70 anos de lançamento do romance “Usina”. José Lins completaria 105 anos, neste sábado. Para marcar a data, a direção do Museu preparou um roteiro com diversas atividades culturais, que prosseguirá até o dia 8 de junho.

Na programação de abertura, que terá início às 17h desta sexta, a professora e escritora Ângela Bezerra de Castro falará sobre o romance “Usina”, no Auditório Verde. A seguir, às 19h, acontecerá o lançamento da abertura da exposição, baseada na obra homenageada, que o público poderá

conferir ao longo da Semana Cultural.

A partir da segunda-feira, 5, as palestras prosseguem, com

professores convidados, que abordarão temas ligados à literatura, sempre às 14h30, no Cine Bangüê. A agenda dos palestrantes é a seguinte:

Segunda – Rosemberg Fernando de Oliveira Frazão;

Terça – Francisco José Gomes Correia, seguida de sessão do Planetário, para escolas públicas;

Quarta – Arturo Gouveia de Araújo.

Quinta-feira – a partir das 15, Hora do Conto, na Biblioteca Infantil, e apresentação do Grupo Folclórico Jacoca do Conde. Já a partir das 19h, no Cine Bangüê, haverá apresentação da Orquestra Infantil da Paraíba, seguida da Banda Sinfônica, dentro da programação do Projeto Quintas Musicais.

O romance Usina

José Lins do Rego reata, em “Usina”, segundo escreveu Jayme Barros, a história do moleque Ricardo, desterrado para Fernando de Noronha. “Todas as cenas, no presídio da ilha, algumas escabrosas, são narradas com aquela mesma simplicidade humana que caracteriza a obra literária do

autor de Bangüê. Só a verdade interessa à sua inteligência honesta. Assistimos em ‘Usina’, o Sr. Lins do Rego completar, de maneira magistral, o ciclo dos seus romances, sobre a cana de açúcar, fazendo a mais impressionante demonstração da miséria dos populares do interior do Brasil”.

Nascido dia 3 de junho de 1901, no Engenho Corredor, município paraibano de Pilar, José Lins do Rego já trazia consigo heranças dos seus antepassados, que iriam enriquecer sua carreira. Pois sua infância foi marcada pelo convívio direto com o mundo rural, o que veio a influenciar,

mais tarde, sua vida literária, pois os temas do patriarcalismo rural predominavam em sua obra.

Aos 22 anos já estava formado como bacharel em Direito, tempo em que já começa a assinar seus primeiros trabalhos como escritor. Um ano depois estava casado, chegou a ser nomeado promotor público, mas desistiu da magistratura, porque a vocação literária falou mais alto. Escreveu onze

romances, além de obras independentes, deixando também registradas suas memórias em “Meus Verdes Anos”.

Em 1955 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, substituindo Ataulfo de Paiva. Faleceu dia 12 de setembro de 1957, no Rio de Janeiro, com 56 anos de idade, deixando de herança para nós uma grande e rica obra literária.

Museu José Lins do Rego

Inaugurado em 19 de março de 1985, encontra-se instalado nas dependências da Funesc, na sub-rampa 4. É constituído pelo gabinete particular de seu patrono e conta com acervo bibliográfico de 5.050 volumes. O museu é enriquecido com telas, fotografias, cartas, comendas, manuscritos de suas obras, objetos pessoais, busto em bronze do escritor (da autoria de Bruno Giorgi), máquina de escrever, máquina de costura do Engenho Corredor/Pilar.

Dentre as ações do Museu destacam-se: atendimento aos colégios e público em geral; apresentação de filmes em VHS; apoio e acompanhamento à pesquisa sobre a obra de José Lins do Rego e exposições temporárias. Como atividades de museu itinerante, divulga as obras do patrono em colégios,

através de palestras e exposições.

Serviço

As visitas locais são orientadas por recepcionistas habilitados. O atendimento ao público acontece de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h e aos sábados e domingos, das 14 às 19h. Maiores informações pelo fone 3211-6270.