Sem aliados de peso ou antigos companheiros, Lula confirma hoje candidatura - WSCOM

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Brasil & Mundo

24/06/2006


Sem aliados de peso ou

Quatro anos depois de lançar sua candidatura vitoriosa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a uma convenção do PT para disputar a reeleição sem antigos aliados e acompanhado apenas do pequeno PRB, partido do vice-presidente e novamente companheiro de chapa, José Alencar.

Nem José Dirceu, nem José Genoino, nem Antonio Palocci. Três das principais personagens da campanha de 2002 devem, se resolverem participar da convenção, ter papel de coadjuvantes. Dirceu está com os direitos políticos suspenso por ter sido cassado pela Câmara dos Deputados. Palocci e Genoino, afastados da vida pública, devem disputar vagas na Câmara em outubro.

Nesta campanha, Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência, Ricardo Berzoini, presidente do PT, o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) e Jorge Viana, governador do Acre, cotado para ser o tesoureiro da campanha, terão papel central.

Nem PL, nem PMN, nem PCB. A aliança de 2002 que levou Lula perto da marca de 53 milhões de votos não se repetirá. Por enquanto, o presidente garantiu apenas o apoio do PRB, partido que conta com somente um senador, Marcelo Crivella (RJ), e dois deputados, José Divino (RJ) e Vieira Reis (RJ). O PC do B, até o último dia do mês, pode se coligar com o PT. O PSB, por sua vez, deve definir apoio informal. Estaria, então, concluída a chapa de 2006.

Durante a campanha, Lula deve manter o estilo “Lulinha Paz e Amor” que o elegeu em 2002, sob a batuta de Duda Mendonça, afastado desta eleição também por denúncias de corrupção.

“O presidente Lula tem um rol de realizações reconhecidas pela população. Não vamos perder tempo com brigas com a oposição”, afirmou Berzoini. “Não vamos partir para a baixaria nem faremos divisão de trabalho”, afirmou Marco Aurélio Garcia, em referência à oposição, que teria marcado uma divisão de tarefas para criticar o presidente –caberia ao PFL e não ao PSDB os ataques mais contundentes.

Lula chega a junho de 2006 em situação mais confortável do que registravam as pesquisas no mesmo mês de 2002. A vantagem de Lula para o principal adversário naquela disputa, José Serra (PSDB), era de 15,2 pontos percentuais, conforme levantamento do instituto Sensus. No entanto, teria de passar por um segundo turno para conseguir se eleger. Na última pesquisa promovida pelo mesmo instituto –maio de 2006–, Lula teria vantagem de 21,8 pontos e venceria os adversários já no primeiro turno.