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Futebol

20/01/2019


Sem acordo com Palmeiras, Globo traça prazo por planejamento do Brasileirão

Ainda não foi definido a cobertura televisiva da emissora para o maior campeonato nacional do Brasil.

Imagem divulgação / Rede Globo

Mesmo conseguindo avançar nas negociações com clubes que fecharam com a Turner na TV por assinatura nas últimas semanas, a Globo ainda está bastante preocupada com o planejamento interno de cobertura e realização do Campeonato Brasileiro de 2019.

Segundo apurou o UOL Esporte, a emissora tem uma “data limite” para conseguir fazer um planejamento considerado adequando a tempo. O canal quer fechar os acordos, no máximo, até o fim de fevereiro, mais exatamente no dia 28.

 

Todos os esforços do departamento de direitos esportivos estão sendo feitos para agilizar os acordos com os clubes. Tudo para acertar as arestas internas que ainda faltam para se tocar o Brasileirão daqui pra frente.
Parte dessa agilidade se vê provada nos acordos avançados rapidamente com dois clubes Turner. O Bahia já fechou contrato com a Globo, enquanto o Athletico Paranaense tem acordo bem encaminhado com a emissora.

 

Entre as principais preocupações, a primeira delas é tentar acertar com o Palmeiras. As negociações com o clube seguem travadas, já que o alviverde paulista não quer fechar sem ter alguns desejos seus atingidos, como cota mínima de transmissões em TV aberta e parte da arrecadação do pay-per-view.

 

Outro ponto é o game Cartola FC, fantasy-game do Brasileirão, feito pela Globo. Sem acordos com os clubes, o jogo correria grande risco de mudar o seu formato atual, já que o licenciamento para ele vem junto com o acordo para TV aberta e PPV.

 

O game é um sucesso e, com a versão de assinatura mensal com valor mínimo de R$ 39,90, a emissora chegou a faturar cerca de R$ 16 milhões. Além disso, ele é parte importante do engajamento nas redes sociais do campeonato.
Procurado para falar sobre o assunto, o Diretor de Gestão do Futebol do Esporte Grupo Globo, afirmou que, de fato, busca-se um entendimento o quanto antes por questões de planejamento, mas negou que haja uma data limite para tal.

 

“Obviamente, em se tratando de direitos esportivos, buscam-se entendimentos com antecedência pois isso traz ganhos promocionais e de planejamento”, afirmou o executivo.

 

“Contudo, não enxergamos aqui um deadline. Na realidade, embora seja algo longe do ideal para todas as partes, quando há efetivo interesse em um acordo, as portas permanecem abertas para negociação, ainda que as condições, muitas vezes, se deteriorem exatamente pelo dano que a demora causa ao planejamento e ao potencial de promoção do produto”, concluiu.