Secretários admitem que Estado recebeu prêmio de R$ 32 milhões em contrato com B - WSCOM

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Paraíba

15/03/2006


Secretários admitem que Estado recebeu

Os secretários Jacy Toscano (Finanças) e Luzemar Martins (Controle da Despesa Pública) admitiram hoje que o Governo do Estado recebeu prêmio de R$ 32 milhões na prorrogação de contrato com o Banco Real – operação realizada no final do ano passado para viabilizar pagamento do 13º salário dos servidores.

A revelação ocorreu hoje durante sabatina realizada na

Assembléia Legislativa sob pressão da bancada de oposição.

O deputado Vital Filho declarou que os secretários só mostraram os termos do contrato depois que os parlamentares ameaçaram acionar a Justiça para obrigar a exibição dos documentos.

Vital está convencido de que houve prejuízo e irregularidade na operação. Primeiro porque o prêmio, segundo seus cálculos, poderia ser maior – em torno de R$ 60 milhões.

Mas também porque foi feito um novo contrato com dispensa de licitação e não apenas uma prorrogação do que foi celebrado pelo governo de José Maranhão depois da venda do Paraiban.

O secretário Toscano discorda. Ele frisou que os cofres estaduais receberam a injeção de recursos advindos com o prêmio e assegurou mais R$ 40 milhões por ocasião de renovação do contrato. Para ele, o acordo financeiro foi vantajoso.

Toscano também disse que na renovação foram subtraídas cláusulas que o governo Cássio Cunha Lima julgou inadequadas, além do perdão de dívida de R$ 4 milhões que o Estado tinha em função do não pagamento de taxas. Feitas, segundo ele, no governo anterior.

Vital Filho antecipou que a bancada de oposição na AL vai questionar o contrato junto a Justiça.

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