Secretário Reginaldo Tavares condena 'politização' no tratamento da saúde públic - WSCOM

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Paraíba

01/08/2005


Secretário Reginaldo Tavares condena 'po

Reginaldo Tavares condena

politização da saúde pública

O secretário de Saúde do Estado, Reginaldo Tavares, condenou com

indignação a informação de que o Governo do Estado teria excluído a

participação dos municípios de Campina Grande Patos e Sousa do Câmara de

Intergestores Bipartite (CIB), classificando como irresponsáveis às

declarações do Secretário Saúde de Campina Grande, Geraldo Madeiros, a

quem alertou para o perigo de se politizar as questões relacionadas à

saúde pública. “Tenho dito e repetido que saúde não tem partido, não tem

cor, nem tampouco pertence a grupo A ou B, mas uma responsabilidade de

todos os gestores públicos do setor e um direito de todo o cidadão”,

afirmou.

Reginaldo Tavares lembrou não ser de sua competência nem tampouco

prerrogativa do Estado escolher ou selecionar quem quer que seja para

ocupar assento na CIB, e sim do Conselho Paraibano de Secretários

Municipais de Saúde (Copasems), entidade representativa dos 223 municípios

paraibanos. Para ele, ou o secretário de Campina Grande está desinformado

ou está querendo mesmo é fazer politicagem com saúde pública. “Talvez o

economista Geraldo Medeiros não saiba ainda que quem escolhe os

representantes dos municípios na CIB é o próprio Copasems. Fica até

difícil acreditar que um secretário de saúde do porte de uma cidade como

Campina Grande não saiba disso”, criticou.

O Secretário de Saúde do Estado, Reginaldo Tavares, explicou que a CIB é

um órgão autônomo que congrega representantes da Secretaria Estadual da

Saúde (SES) e dos municípios, para discutir, de forma conjunta e

participativa, políticas públicas de saúde para o Estado. “O Estado indica

seus técnicos na quota estabelecida a SES, e o Copasems indica os

representantes dos municípios”, acrescentou.

Quanto à contrapartida dos chamados medicamentos básicos, Reginaldo

Tavares esclareceu que o Governo do Estado já dispõe de uma proposta para

apresentar a Campina Grande, baseada no encontro de contas de ações

desenvolvidas pelo Estado no município, a exemplo da dispensação de órtese

e prótese.

Reginaldo Tavares esclareceu que o município de Campina Grande é

habilitado em Gestão Plena de Saúde, recebendo mensalmente do Governo

Federal recursos na ordem de quase R$ 5 milhões para aplicação nas áreas

de média e alta complexidade, além da atenção básica através das equipes

de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Programa Saúde da Família (PSF).

Por fim, o secretário de Saúde do Estado aconselhou o economista Geraldo

Medeiros a deixar de lado o discurso político e trabalhar mais para

resolver os graves problemas vividos atualmente pelo município de Campina

Grande, como a melhoria da atenção básica. “Para se ter uma idéia, apenas

34% de sua população é assistida com a assistência básica de saúde,

acarretando com isso a formação de longas filas no ambulatório do Hospital

Regional de Urgência e Emergência de Campina Grande, que vem realizando

uma média de 300 atendimentos diários”, denunciou.

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