Secretário descarta homofobia, mas vereadora discorda e diz “foi homofóbico” - WSCOM

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Policial

18/04/2011


Crime de CG gera divergência no Governo

morte de travesti

Foto: autor desconhecido.

{arquivo}O assassinato do travesti Daniel de Oliveira de 24 anos, que ganhou repercussão nacional ao ser exibido no programa Fantástico da Rede Globo, está divergindo opiniões dentro do governo. Para o secretário de Segurança, Cláudio Lima, disse que o crime já foi esclarecido, que três acusados já foram presos e descartou que o crime tenha sido motivado por homofobia. Já a vereadora de João Pessoa, Sandra Marrocos (PSB), defende uma maior apuração para o caso e afirmou que o crime foi homofóbico e não motivado por vingança como alega os acusados.

Sandra prometeu um discurso para está terça-feira, 19, da tribuna da Câmara sobre o caso, mas adiantou que ao seu vê, o crime foi motivado por homofobia. “Está claro que este é um crime homofóbico praticado por três jovens de classe média que querem desvirtuar os reais motivos. Vou cobrar uma maior apuração neste caso”, defendeu a parlamentar que aliada de primeira hora do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Já o secretário Cláudio Lima, disse que a Polícia já tinha dado a resposta para este caso, descartou homofobia e reafirmou que o motivo que levou ao assassinato foi vingança. “No caso da Paraíba, a Polícia já deu a resposta, Três acusados já foram presos e o crime está desvendado”.

O crime

Um grupo de pessoas conversa na calçada. Um carro escuro se aproxima e para. Três homens descem e começa a perseguição ao travesti. As imagens de outra câmera mostram o momento em que Daniel de Oliveira é derrubado. No chão, Daniel é agredido pelos três homens. Ele leva chutes e socos.

Um deles começa a esfaquear Daniel, num golpe seguido de outro e de outro. Daniel já está morto, mas as facadas continuam. São mais de 30. É possível ver o rastro de sangue na calçada.

 

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