'Se eu me candidatar, vão ter que me engolir', diz Lula - WSCOM

menu

Brasil & Mundo

03/08/2005


'Se eu me candidatar, vão

Mandando um recado direto aos seus adversários políticos, o presidente Lula disse que ninguém tem autoridade para dizer a ele se será candidato à reeleição na disputa de 2006. “Já ouvi dizer que é preciso ‘fazer ele sangrar’ para chegar fraco às eleições. Outros dizem ‘seria bom se o presidente Lula não concorresse à reeleição’. Com medo de eu ganhar, eles diminuíram o mandato. Como eles ganharam, aumentaram. Agora vêm me dizer isso? Em quatro anos, eu fiz mais do que eles em todo este tempo”, alfinetou.

Lula encerrou o discurso dizendo que nunca falou se seria candidato em 2006, mas citando o técnico de futebol Zagallo, finalizou de modo enfático. “Me respeitem. Eu não devo minha eleição a ninguém. Devo ao povo. Se eu for (me candidatar) com ódio ou sem ódio, eles vão ter que me engolir outra vez”.

O presidente fez um discurso duro em relação às denúncias de corrupção que estão na pauta política do País há mais de 60 dias. Lula começou saudando os agricultores presentes na solenidade de lançamento do Plano Safra 2005/2006. Sem citar nomes, começou a falar sobre as denúncias de corrupção.

“Sou um homem calejado e já apanhei muito na vida. Nunca tive alguma coisa que não tivesse que lutar muito para conquistar. Estamos vivendo uma crise política em que todo dia tem uma denúncia. Até agora não tem resultado a CPI. Temos que aguardar. Mas o que espero é que os culpados que estejam em processos entregues ao Ministério Público Federal sejam processados”, disse.

Lula volto a enfatizar sem eu discurso que independente do partido político os culpados devem ser punidos, mas também voltou a questionar a onda de “denuncismo” que, segundo ele, está havendo. “Seja do PT, católico ou evangélico, não tem sexo e nem ideologia. Agora os que forem provados que são inocentes que a imprensa seja justa e diga. Eu acho que podem ser muitos culpados e muitos inocentes. A única coisa que um presidente da República pode exigir é que haja justiça”.

Notícias relacionadas